MATÉRIA DE CAPA
A logística que mantém o offshore no topo Helicópteros, aeroportos e bases terrestres formam uma rede essencial para levar trabalhadores às plataformas e manter a produção em alto-mar
analisados pelo programa. Apenas em 2024, foram registrados 45.960 voos na área de estudo, dos quais mais de 42 mil tiveram origem ou destino em território fluminense. A bacia de Campos continua sendo o princi- pal destino desse fluxo. No triênio analisado, respondeu por 44,6% dos passageiros trans- portados, cerca de 1,15 milhão de pessoas. A bacia de Santos veio em seguida, com 37,4%. Os dados ajudam a dimensionar uma atividade que, para a indústria, é parte da rotina operacional. Trocas de turno, manu- tenção, inspeções, campanhas de perfu- ração e outras tarefas dependem de uma cadeia de transporte capaz de funcionar de acordo com a programação das unidades marítimas.
produção de petróleo em alto-mar depende de uma estrutura que permanece longe dos olhos da
maior parte do público. Todos os dias, milha- res de profissionais precisam ser transpor- tados entre bases terrestres e plataformas, FPSOs, sondas e outras unidades marítimas. Uma operação exige helicópteros, aeropor- tos, heliportos, manutenção, meteorologia, planejamento de voo e equipes preparadas para trabalhar sob condições que pouco têm em comum com a aviação comercial. Os números dão dimensão a essa logística, como mostra um levantamento do Progra- ma Macrorregional de Caracterização do Tráfego de Aeronaves (PMCTA), realizado no âmbito do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama e sob responsabilida- de da Petrobras. O PMCTA contabilizou 2,58 milhões de passageiros e 137.209 voos de apoio offsho- re entre 2022 e 2024 nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Em 2024, foram 939.889 passageiros, 21,2% acima dos 775 mil regis- trados em 2022. A concentração geográfica é ainda mais significativa. O Rio de Janeiro respondeu por 92,2% dos voos de suporte às operações nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo
Por Fabiano Reis
Farol de São Tomé mantém liderança
Norte Fluminense, o Heliporto Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, ocupa posição central nessa rede. No levan- tamento do PMCTA, o terminal foi o principal ponto de embarque e desembarque de traba- lhadores offshore do país entre 2022 e 2024. Foram aproximadamente 980 mil passagei- ros no período, o equivalente a 38% de toda a movimentação contabilizada pelo progra- ma. Apenas em 2024, passaram pelo helipor- to 380.743 passageiros.
Foto: Divulgação
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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