COLUNISTA
Jorge Luiz Mitidieri Jorge Luiz Mitidieri é engenheiro químico com MBA em administração, oleo e gas e Finanças pela FGV e London Business, foi diretor, VP e CEO de Ocyan e atualmente trabalha como Consultor, Conselheiro, Mentor e Professor.
O trabalho que realizarão garantirá abaste- cimento, protegerá a soberania dos países e transformará diretamente a realidade econô- mica das pessoas. A partir de amanhã, as deci- sões que moldarão as novas rotas comerciais da energia global estarão nas mãos deles.
Nesse tabuleiro complexo, o fluxo do pe- tróleo não é apenas uma commodity; é uma força que dita o ritmo e a segurança das nações. Cada rota marítima testada, cada barreira alfandegária imposta e cada acordo firmado redefine o equilíbrio do poder global. No nosso setor, poucas dimensões exigem tanta atenção quanto a geopolítica. Petró- leo nunca foi apenas uma commodity: é poder, segurança energética, desenvolvi- mento econômico e instrumento de política externa. Uma decisão tomada em Washin- gton, Pequim, Moscou, Riad, Bruxelas ou Brasília pode alterar preços, investimentos, rotas comerciais e estratégias empresariais em questão de dias. Por isso, quem trabalha em óleo e gás precisa olhar além do campo, da refinaria, da plataforma, da planilha ou do contrato. Precisa entender o mundo. Guerras, sanções, disputas comerciais, novas alianças, transi- ção energética, segurança de suprimento e mudanças regulatórias não são temas exter- nos ao negócio — são o próprio negócio. Os jovens têm uma vantagem importante: constroem suas carreiras em um momento de transformação profunda. Isso traz incer- tezas, mas também oportunidades extraor- dinárias para quem estiver preparado para combinar conhecimento técnico, visão de negócios e leitura do ambiente global. Eles escolheram liderar o setor mais estraté- gico do planeta. Sua missão vai muito além de gerenciar ativos ou assinar contratos.
A nova geração do O&G em um mundo em transformação
É uma satisfação ver tantos jovens — mais de 50 novos profissionais nas quatro turmas que concluíram ou estão prestes a concluir o curso — que ainda se encantam por este mercado e buscam qualificação para torná- -lo ainda mais robusto. O setor de petróleo e gás sempre exigiu tec- nologia, capital e conhecimento de forma intensiva. Com a transição energética, essa característica se torna ainda mais evidente. As competências que nos trouxeram até aqui não serão, necessariamente, suficientes para nos levar pelos próximos vinte ou trinta anos. Fora das quatro paredes da sala de aula, o mundo vive uma fase de transição histórica e turbulenta. A geopolítica global se redesenha diante dos nossos olhos. A atual guerra de tari- fas abala as estruturas do comércio internacio- nal, gerando incertezas, pressões inflacionárias e reorganizando cadeias de suprimentos.
stamos a um mês da tão esperada ROGe 2026, que neste ano retorna ao Riocentro, na Barra da Tijuca
– Rio de Janeiro, o palco onde o evento ganhou visibilidade internacional. A expec- tativa é receber mais de 60 mil pessoas, que circularão por seis grandes pavilhões onde dezenas de empresas do mundo inteiro apresentarão suas soluções, tecnologias e tendências para um público fiel ao mercado de O&G — e para uma juventude que, de certo modo, redescobre os caminhos deste setor. Falando em jovens, abro espaço para comentar que, no último fim de semana, participei do evento de encerramento e formatura da Turma 2 de 2025 do MBA em Óleo, Gás e Transição Energética da FGV- -RJ, da qual fui professor ao lado de outros 17 profissionais de grande experiência e conhecimento.
Aproveito esta coluna para reforçar o convite aos leitores da revista para participa- rem do evento de lançamento do livro que escrevo em coautoria com Carlos Mas- trangelo. A obra está pronta e falta muito pouco para o seu lançamento. Agora passa pelo processo de tradução para o inglês, permitindo que possamos também levá-la ao mundo muito em breve.
Confirme sua presença: https://forms.gle/LbTt9WqqY6ZCw9HE9
Encerrando esta edição, agradeço mais uma vez a oportunidade que Leandro Villela e a Revista Digital O&G Brasil me concedem para compartilhar reflexões sobre este nosso mercado.
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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