Revista digital Oil & Gas Brasil Nº73

ARTIGO I

Panorama futuro

Para 2026, a tendência é que haja uma evo- lução para a Gestão de Ativos 4.0 Integrada, em que todas as áreas e fluxos de trabalho estão alinhados diretamente com o software de gestão (CMMS/EAM). Nesse sentido, as rotinas manuais de inspe- ção são substituídas por telemetria contínua. Entre as tecnologias para manutenção em destaque para o setor industrial estão IoT Preditivo Plug & Play, dispositivos móveis com diagnósticos em tempo real e algorit- mos de detecção de anomalias. A manuten- ção preditiva já está consolidada. Neste ano, a previsão é que ela evolua para a manuten- ção prescritiva. Neste formato, um sistema de IoT detecta a falha, cruza com o histórico, identifica o tipo de falha, abre a Ordem de Serviço automá- tica no CMMS, verifica a disponibilidade de itens necessários no estoque e já realiza o requerimento. O sistema identifica e admi- nistra a demanda automaticamente, dei- xando de ser responsivo e se tornando um gestor. A partir destas implementações, a manu- tenção passa a conversar nativamente com operações, qualidade, sustentabilidade e supply chain, criando um fluxo unificado. Em 2026, as exigências não serão apenas sobre a disponibilidade da máquina e os recursos tecnológicos, mas também pela capacidade de reduzir o custo energético do ativo e a otimização de recursos.

Ao mesmo tempo, a Inteligência Artificial (IA) vem ganhando espaço no segmento, e, quan- do combinada com IoT, auxilia na prevenção de problemas, reduz o tempo de parada e me- lhora exponencialmente a produtividade. Por outro lado, ferramentas como RPA, digi- tal twins e automação de processos estão sendo incorporadas nos fluxos industriais. Sendo assim, as principais tendências tecno- lógicas para o setor são as que conseguem gerar ganhos tangíveis em um curto perío- do, como a digitalização do chão de fábrica, a criação de cadeias de manutenção integra- das e soluções all-in-one. Esse processo de transformação digital tem proporcionado ganhos reais para as empre- sas que iniciaram as implantações, como a detecção prévia de falhas, que diminui os gastos não planejados; a transparência ope- racional, que permite uma macro análise de gargalos; a extensão da vida útil dos ativos; a acuracidade nos indicadores e a migra- ção de uma postura reativa para uma visão orientada à performance.

A indústria entrou em uma fase em que a competitividade depende diretamente da capacidade de integrar pessoas, processos e tecnologia. Soluções simples, rápidas e integradas serão as mais valorizadas no mercado. Contudo, a transformação digital só será efetiva quando alcançar todos os elos da cadeira, do técnico ao gestor. Empresas que conseguirem transformar tecnologia em hábito e cultura serão as que conquistarão um crescimento consistente em 2026.

No setor industrial, além das novas ferramen- tas e práticas, o profissional também vai pre- cisar se adequar às atualizações. O novo técnico precisará ter um perfil híbri- do, ser especialista em sua área específica e entender de sistemas e análise de dados. Nesse sentido, as empresas precisam parti- cipar desta capacitação dos colaboradores para a incorporação de ferramentas digitais às equipes. Organizações que investem em treinamento e cultura digital terão grande vantagem competitiva.

Manutenção industrial

O panorama atual da manutenção indus- trial brasileira vive uma transição crítica do modelo preventivo calendarizado para o início da manutenção baseada em condição (CBM). Muitas fábricas já possuem sensores, mas os dados ainda estão desconectados da gestão.

Juan Ferrari

Bruno Rezende

é cofundador e Gerente Comercial da Fracttal Brasil

é Especialista em IoT da Fracttal Brasil

30

31

REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL

REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL

Made with FlippingBook Ebook Creator