Revista digital Oil & Gas Brasil Nº73

ENTREVISTA

campo onde irá operar. As diferenças abran- gem capacidade de produção, configura- ções de processo, níveis de automação e desempenho ambiental. As unidades mais recentes, como a P-84 e a P-85, incorporam tecnologias de última geração, incluindo sistemas totalmente elé- tricos, zero rotina de flare e soluções avan- çadas de captura e reinjeção de CO₂. Essas inovações demonstram a evolução do setor em prol do desenvolvimento de FPSOs mais digitalizados, energeticamente eficientes e de baixo carbono— um segmento em que atuamos de forma ativa para a construção dos padrões que irão orientar a indústria no futuro. O&GB: Qual o estágio de cons- trução da P-80 e P-82 e onde estão sendo construídas? Qual deverá chegar primeiro em campo? BB: A Seatrium gerencia um portfólio equi- librado de projetos em diferentes estágios de execução. No Brasil, além da P-80 e P-82, temos outras entregas previstas, como repa- ros e melhorias de embarcações e unidades flutuantes. Vale ressaltar que essas são en- tregas previstas apenas no Brasil. Pensando no Grupo Seatrium, diversos outros projetos estão com entregas previstas para este ano. Nossas equipes no Brasil e na Ásia perma- necem focadas em manter excelência na execução, garantindo que cada projeto seja entregue com os mais altos padrões de segurança, qualidade e desempenho. Devi- do à confidencialidade contratual, não po- demos divulgar informações detalhadas.

de conteúdo local dos projetos da P-series, desempenham uma função essencial na cadeia de suprimentos e no modelo integra- do de entrega do Grupo Seatrium. A rede global de unidades da Seatrium, incluindo os estaleiros no Brasil, é gerida de forma cen- tralizada para maximizar a escala conjunta e as sinergias operacionais, o que garante a entrega de ativos de alta complexidade com padrões consistentes de segurança e quali- dade em todo o mundo. O Grupo Seatrium possui um portfólio diver- sificado que abrange todo espectro energé- tico, garantindo que a empresa permaneça bem-posicionada em meio à contínua tran- sição global de energia. Dos S$ 11,5 bilhões (em dólares de Singapura, que equivalem a aproximadamente R$ 46,77 bilhões) em receita reportados no exercício financei- ro encerrado em 31 de dezembro de 2025, aproximadamente 70% foram provenientes do negócio de Óleo e Gás (constituído pela receita do Brasil e de outros mercados), en- quanto cerca de 20% vieram do segmento de energia eólica offshore (principalmente de mercados como a Europa). O&GB: Como esses contratos se diferen- ciam em termos de escopo, complexidade e inovação? Por exemplo, p-84 e 85 incorpo- ram conceito totalmente elétrico, zero roti- na de flare e sistemas avançados de captura e reinjeção de CO₂, elevando o padrão de eficiência energética. BB: Cada FPSO da P-series é projetado de acordo com as características específicas do

avançadas de engenharia são desenvolvi- das, testadas e continuamente aprimoradas. A relevância do Brasil permanecerá central

à medida que o Grupo Seatrium continua moldando o futuro dos sistemas globais de energia offshore.

Foto: Divulgação

O&GB: Vocês firmaram contratos parra fornecimento de 6 FPSOs que são projetos que vocês intitularam P-series - as unida- des P-78, P-80, P-82, P-83, P-84 e P-85, com um valor total em torno de US$22 bilhões e entregas até 2029. Qual a relevância desses contratos e o peso deles no faturamento da Seatrium? BB: A P-series — composta pelos projetos P-78, P-80, P-82, P-83, P-84 e P-85 — repre- senta um dos portfólios de contratos mais significativos e transformadores da histó-

ria da Seatrium, que apesar de ter apenas três anos, tem uma trajetória robusta e de sucesso na entrega de projetos complexos e de valor criado. Esses projetos oferecem um pipeline robusto, que proporciona pre- visibilidade de receita a longo prazo, otimiza a utilização dos estaleiros no Brasil e na Ásia e reforça a liderança global da Seatrium na entre- ga completa EPCC de FPSOs de grande porte. Os projetos também demonstram o papel estratégico dos nossos três estaleiros brasi- leiros que, além de atenderem às exigências

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