Revista digital Oil & Gas Brasil Nº73

ENTREVISTA

O&GB: A entrega mais recente no Brasil foi P-78, que produziu o primeiro óleo em dezembro de 2025, marcando um marco técnico importante e consolidando a capa- cidade da empresa em EPCC completo. Qual a relevância dessa entrega e que aprendiza- gens vocês tiram desse projeto? BB: A P-78 representa um marco técnico e operacional para a Seatrium, além de ser uma demonstração clara do compromisso do Grupo com um de seus principais parcei- ros, a Petrobrás. A conquista antecipada do first oil em dezembro de 2025 destaca a capacidade comprovada da empresa na entrega de pro- jetos EPCC de grande escala e alta comple- xidade, com a expansão do nosso escopo de atuação ao incluir também o comissio- namento offshore. Repetiremos essa recei- ta de sucesso nas outras cinco unidades da P-series que seguem em nosso portfólio. Entre os principais aprendizados estão o fortalecimento da gestão integrada entre engenharia, suprimentos e construção, bem como o uso intensivo de ferramentas digitais para planejamento, comissionamento e miti- gação de riscos. Além disso, a Seatrium desenvolveu a capa- cidade de entregar projetos ainda mais com- plexos e avançados por meio da atuação integrada em nossas unidades no mundo. Esses aprendizados estão sendo incorpora- dos de forma sistemática aos demais proje- tos da P-series.

O&GB: A atuação das empresas que hoje formam a Seatrium remonta aos anos 1960, com presença formal desde 2000 e três estaleiros em operação: BrasFELS (RJ), Jurong Aracruz (ES) e Singmarine Brasil (SC). Qual o papel dos estaleiros brasileiros dentro do modelo global de entrega One Seatrium? BB: A Seatrium Brasil, que opera os estalei- ros de Angra, Aracruz e Navegantes, é um pilar fundamental do modelo de entrega global One Seatrium. Os estaleiros possuem proximidade estratégica com nossos clien- tes, profundo conhecimento do ambiente regulatório local e uma força de trabalho altamente qualificada. Ao longo da nossa trajetória no país, já entregamos 23 grandes projetos offshore, o maior número de FPSOs e FPUs concluídos no Brasil e mais de 130 módulos fabricados. Também geramos hoje mais de 12 mil empregos, dos quais 80% são contratações diretas. Nossos estaleiros no Brasil desempenham, ainda, um papel estratégico na execução e integração de módulos e outras soluções offshore, como FPUs, DRUs, SMIs, na ma- nutenção de ativos e no desenvolvimento de fornecedores. As unidades operam de forma totalmente integrada com os estaleiros e recursos globais da Seatrium, permitin- do a execução coordenada e a otimização de cronogramas, cargas de fabricação e expertise técnica. Essa abordagem integrada assegura desempenho consistente na entre- ga e contribui diretamente para resultados que impulsionam o contínuo avanço do setor industrial brasileiro.

Foto: Divulgação

O&GB: Como a experiência acumulada na P-78 está sendo aplicada às demais unidades da série P-Series? BB: Os aprendizados obtidos com a P-78 foram traduzidos em melhorias de proces- sos, padronização de soluções técnicas e ganhos de eficiência em toda a cadeia de suprimentos e na nossa rede global de uni- dades, fatores que, em conjunto, contribuem para o avanço dos projetos da P-series.

Percebemos uma curva de aprendizado clara, refletida em maior previsibilidade, menos questões críticas de interface e otimi- zações adicionais nas unidades subsequentes. Essa abordagem permite que cada novo FPSO seja entregue com níveis progressi- vamente mais elevados de desempenho, confiabilidade e sustentabilidade.

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