Revista digital Oil & Gas Brasil Nº73

ENTREVISTA

O desenvolvimento de talentos locais fortalece o Grupo não apenas no Brasil, mas também nas demais regiões onde atuamos. Cerca de 100 colaboradores brasileiros es- tão atualmente apoiando nossas equipes na

Ásia, incluindo Singapura, durante as fases de integração e comissionamento, reforçando o modelo de entrega global One Seatrium e elevando a performance de execução em múltiplas geografias.

O&GB: Como a Seatrium enxerga o papel do Brasil no portfólio global de óleo e gás da empresa? BB: O Brasil é um dos mercados que com- põem o portfólio global da Seatrium. O país reúne escala, complexidade técnica e uma visão de longo prazo para o desenvolvimen- to offshore, o que está plenamente alinha- dos à expertise da empresa. O Grupo está presente no Brasil há mais de 20 anos, mas já está envolvido em projetos para o país desde a década de 1980, sem- pre comprometido com o desenvolvimento da cadeia de suprimentos local e do merca- do nacional. Nosso objetivo é continuar a desempenhar um papel estratégico em projetos, inovação e formação de talentos, criando valor duradouro para a comunidade e para os demais stakeholders. O&GB: Quais são as expectativas futuras da Seatrium para o mercado brasileiro? BB: A Seatrium pretende manter e ampliar nossa presença no Brasil por meio de aprimoramento da capacidade industrial, desenvolvimento de pessoas, fortalecimento da base de fornecedores locais e avanço de novas parcerias tecnológicas, iniciativas que geram impacto positivo e duradouro nas comunidades onde atua. Nossa estratégia é manter nosso apoio ao crescimento sustentável do setor offsho- re no Brasil, continuar entregando projetos eficientes que ampliem a capacidade produtiva da indústria de energia do país e atuar ativamente no avanço da transição energética nacional.

dos campos do pré-sal e a criação conjun- ta de soluções sob medida para ambientes desafiadores. O&GB: Quais são os principais desafios técnicos e logísticos na construção de FPSOs de grande porte para o pré-sal? BB: Os desafios envolvem integrar plantas industriais de alta complexidade, gerenciar cadeias globais de suprimentos, atender a rigorosos requisitos de segurança e lidar com a logística de estruturas de grande por- te projetadas para operar em águas profun- das e ultraprofundas. A Seatrium enfrenta esses desafios por meio de planejamento avançado, engenharia ro- busta, disciplina operacional rigorosa e uma abordagem colaborativa com clientes e par- ceiros O&GB: Como foi a conquista do projeto do Navio Polar Almirante Saldanha (NPo)? Vocês já têm experiência nesse tipo de cons- trução? BB: O projeto do navio polar Almirante Sal- danha representa uma oportunidade única para a Seatrium. Embora seja distinto dos projetos de FPSO, ele utiliza as competên- cias centrais da empresa em engenharia naval, integração de sistemas complexos e na gestão de projetos especializados. O grupo possui vasta experiência em em- barcações especializadas e outros projetos navais executados em diferentes países. Devido à confidencialidade contratual, não podemos compartilhar informações adicionais.

Foto: Divulgação

O&GB: Como a Seatrium tem incorporado novas tecnologias em FPSOs para atender às metas de descarbonização? BB: A descarbonização é um dos principais direcionadores do roadmap tecnológico da Seatrium. Investimos continuamente em eletrificação de sistemas, eficiência energé- tica, tecnologias de captura e reinjeção de CO₂, operações digitais e soluções de redu- ção de emissões ao longo de todo o ciclo de vida de um FPSO. Essas iniciativas são desenvolvidas em estreita colaboração com clientes e fornecedores, garantindo que os projetos atendam os atuais e futuros requisitos ambientais.

O&GB: De que forma parcerias tecnoló- gicas fortalecem os projetos no Brasil? Que outras parcerias vêm contribuindo para a Seatrium apresentar os FPSOs do futuro? BB: Parcerias estratégicas são essenciais para acelerar a inovação e assegurar a entre- ga de FPSOs cada vez mais eficientes, segu- ros e sustentáveis. A Seatrium mantém um relacionamento de longa data com clientes-chave, como a Petrobras, construído ao longo de décadas de colaboração em projetos altamente com- plexos. Essa parceria possibilita um entendi- mento profundo das demandas operacionais

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