petróleo e gás SLB conclui a construção do primeiro poço de injeção de carbono da FS
Etapa marca avanço importante do primeiro projeto BECCS do Hemisfério Sul, com potencial de armazenar até 12 milhões de toneladas de CO2 oriundos do etanol de milho.
Durante a etapa de perfuração, a SLB executou com segurança e eficiência os serviços de perfuração direcional, brocas, fluidos de perfuração, controle de sólidos e avaliação de amostras de rocha, incluindo a primeira utilização comercial do Automated Lithology no Brasil em poços voltados para armazenamento de carbono (CCS), avaliação de formações a cabo e sistema de monitoramento com fibras e sensores. Com a perfuração concluída, a SLB deu início aos testes de injetividade, que têm como objetivo validar a viabilidade técnica da injeção de CO2 no subsolo — etapa mais importante do projeto e que deverá se estender por algumas semanas, entre a execução e a análise dos dados obtidos. A conclusão da perfuração do poço e o início dos testes de injetividade consolidam o avanço da parceria entre a SLB e a FS em direção ao armazenamento seguro e permanente de carbono, contribuindo para a redução das emissões e o fortalecimento da transição energética no Brasil. Uma vez com todas as etapas do projeto completadas e confirmadas, a FS terá o potencial de injetar as emissões de carbono atuais da usina – totalizando 423 mil toneladas por ano – no subsolo por 30 anos, o que representa uma capacidade estimada de armazenamento de 12 milhões de toneladas de carbono ao longo do período. A captura e o armazenamento permanente do CO2 gerado diretamente da fermentação do milho no processo de fabricação de etanol possibilitam a produção de um combustível com pegada de carbono negativa, contribuindo para acelerar a descarbonização de diversas indústrias.
Avanços tecnológicos O projeto traz duas tecnologias inéditas: a instalação da primeira fibra óptica, SLB Optiq, em revestimento de poço na América Latina – uma inovação essencial para o monitoramento contínuo da integridade em projetos de CCS; e o Automated Lithology, que introduz a Inteligencia Artifical (IA) às análises geológicas de campo. O sistema de monitoramento por fibra óptica traz um alto padrão de precisão, transparência e confiabilidade das operações de armazenamento de carbono. Segundo a equipe técnica da SLB, essa tecnologia permite a verificação da integridade do poço em tempo real durante a fase operacional de injeção de CO2, elimina a necessidade de intervenções recorrentes no poço, aumenta a robustez e o nível de confiança do armazenamento permanente de CO2 frente à comunidade e junto aos certificadores, além de reduzir riscos e custos operacionais relacionados ao monitoramento de longo prazo em até 75%. Já o Automated Lithology une geologia e inteligência artificial para caracterizar formações com potencial de armazenar e aproveitar CO2. Com foco na economia circular do carbono, ferramentas como LithoLink garantem precisão na identificação das rochas ideais, assegurando eficiência e segurança em todo o processo. Tudo isso de forma remota: as amostras são fotografadas e enviadas à nuvem, permitindo análises em tempo real por especialistas, onde quer que estejam. Essa abordagem reduz riscos operacionais, minimiza a presença no poço e diminui a pegada de carbono — um avanço tecnológico que redefine a maneira de fazer geologia, tornando-a mais sustentável, colaborativa e alinhada ao futuro da energia.
Foto: Divulgação
A SLB, empresa global de tecnologia no setor de energia, concluiu a construção do poço de injeção de carbono do primeiro projeto de Bioenergia com Captura e Armazenamento de Carbono (BECCS, na sigla em inglês) do Hemisfério Sul, que desenvolve para a FS, uma das maiores produtoras de etanol de milho do país. A SLB foi a vencedora da licitação para a construção e avaliação de dois poços, realizada no início ano, reafirmando a parceria com a FS que já se estende por três anos.
Revista digital Oil & Gas Brasil
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