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O país se consolidou como um dos casos mais emblemáticos da última década, com projetos que combinam rapidez de implantação e alta produtividade. Evoluindo de forma acelerada, o país aumentou sua produção em quase 50%, passando de cerca de 650 mil barris no final de 2024 para quase 900 mil barris de petróleo por dia em novembro. A produção aumentou no segundo semestre do ano desde que um consórcio liderado pela norte-americana Exxon Mobil, que controla toda a produção de petróleo e gás no país, acrescentou uma quarta instalação de produção flutuante.
A entrada em operação de novas unidades flutuantes de produção, armazenagem e transferência de petróleo e gás (FPSOs), aliada à maturação de grandes campos, ampliou a oferta tanto de petróleo quanto de gás natural. O desempenho reforçou a importância dos sistemas flutuantes de produção e da infraestrutura submarina como pilares da estratégia brasileira de longo prazo. Em fevereiro, o FPSO Almirante Tamandaré iniciou produção no campo de Búzios, na bacia de Santos. É o primeiro de seis sistemas contratados pela Petrobras com essa capacidade de 225 mil bbl/d de óleo e 12 milhões m³/d de gás; devendo atingir o platô até o fim do ano. Em março, o FPSO Alexandre de Gusmão chegou ao cam- po de Mero (bloco de Libra), com ancoragem concluída em cerca de 10 dias, produzindo o primeiro óleo no final de maio, dois meses an - tes do previsto. Em maio, o FPSO Almirante Barroso, a quinta plataforma a produzir em Búzios entra em operação. Com capacidade para produzir 180 mil barris/dia e 12 milhões de m³ de gás, aumenta significativamente a capacidade de Búzios, que atinge em outubro um milhão de barris por dia. A sexta plataforma para esse ativo no pré-sal, a P-78, que chegou ao Brasil em setembro, recebendo autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar operações em 20 de dezembro, produziu seu primeiro óleo no último dia do ano. Com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia (bpd) e 7,2 milhões de metros cúbicos por dia (Sm³/d) de gás natural, o FPSO aumentará a capacidade instalada de produção do campo de Búzios, para aproximadamente 1,15 milhão de barris de petróleo diários. Com um sistema de flare fechado, minimizando as emissões de poluentes pela queima de gás natural, a unidade vai exportar gás para o continente, via interligação com o gasoduto ROTA 3, expandindo a oferta de gás no Brasil em até 3 milhões de m³ por dia.
Foto: Divulgação
"Com o primeiro óleo da P-78, iniciamos o ano já avançando na principal meta que temos para 2026: o aumento da produção de petróleo e gás da Petrobras. Projetamos produzir 2,5 milhões de barris de petróleo por dia ao longo desse ano e grande parte virá de Búzios, o maior campo do país em reservas e em produção. Além disso, estamos também ampliando a oferta de gás natural ao mercado brasileiro, outra meta expressa em nosso Plano de Negócios", disse Magda Chambriard, presidente da Petrobras. Shell avança em orca Depois de 20 anos da concessão e 15 da primeira descoberta, a anglo holandesa Shell decide avançar no projeto Gato do Mato, ao anunciar em março a decisão de investimento nesse ativo em águas profundas, no qual é operadora. Um mês depois, fez a declaração de comercialidade das duas descobertas, sob o nome de Orca e Sul de Orca, em lâminas d’água que variam entre 1.750 e 2.050 metros.
Foto: Divulgação Pré-sal sustenta desempenho histórico No Brasil, 2025 foi marcado por novos recordes de produção de petróleo e gás natural, com volumes impulsionados principalmente pelos campos do pré-sal. Dados oficiais indicaram que a produção nacional superou a marca de 5 milhões de barris de óleo equivalente por dia em momentos do ano, consolidando o país entre os maiores produtores globais.
Revista digital Oil & Gas Brasil
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