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A Petrobras foi a patrocinadora master desta edição, que contou ainda com Ambipar (Diamond), TechOcean – AASJ (Platinum), Baker Hughes e Modec (Gold) e Sensia (Silver), reforçando a relevância e o alcance do encontro para toda a cadeia offshore. Leilões e recordes de bônus Os três leilões realizados em 2025 deixaram um saldo altamente positivo. Em 17 de junho a ANP realizou o 5º Ciclo da Oferta Permanente – Concessão (OPC), arrecadando R$ 989 milhões em bônus de assinatura. Um recorde histórico para essa modalidade (OPC), ainda que tenham sido arrematados apenas 34 blocos arrematados dos 172 ofertados. Nove companhias, sete estrangeiras e duas brasileiras, obtiveram a concessão de blocos nas bacias do Parecis, Foz do Amazonas, Santos e Pelotas, totalizando uma área de 26.834,52 km². A previsão do investimento mínimo na fase de exploração é de R$ 1.456.963.000,00. Petrobras e ExxonMobil levaram 10 blocos na Foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial, que registrou ágio de quase 3.000% em alguns blocos. Chevron e a chinesa CNPC arremataram 9 blocos na mesma região. Petrobras e Petrogal obtiveram 3 blocos na bacia de Pelotas. Os 11 blocos arrematados na bacia de Santos receberam ofertas vencedoras da Karoon (6), Shell (4) e Equinor (1). Nove dias depois a PPSA realizou o 5º Leilão de Petróleo da União (Partilha), arrecadando R$ 28 bilhões, superando expectativa de R$ 25 bilhões, consagrando-se como o maior leilão da história da PPSA. Dos 74,5 milhões de barris da União ofertados pela PPSA, oriundos dos campos de Mero, Búzios, Sépia, Itapu, a Petrobras arrematou 40 milhões de barris (em 4 lotes). Outros dois lotes de Mero ficaram para a Equinor, e ficaram com o lote de Itapu. As cargas serão entregues entre julho de 2025 e fevereiro de 2027.
Fpso expo 2025 A terceira edição do Brasil – Epicentro Global de FPSOs / FPSO Expo 2025, realizada pela revista Oil & Gas Brasil entre 13 e 15 de maio no ExpoMag, no Rio de Janeiro, consolidou-se como o maior encontro latino americano dedicado às unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás, os FPSOs.
Foto: Divulgação
Em outubro, a ANP realizou o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), no qual foram arrematados cinco dos sete blocos em oferta, todos no polígono do pré-sal: Esmeralda e Ametista, na bacia de Santos; e Citrino, Itaimbezinho e Jaspe, na bacia de Campos. Equinor e Petrobras arremataram um bloco cada um na bacia de Campos, e um terceiro, em consórcio. Já a Karoon arrematou sozinha o bloco de Esmeralda, na bacia de Santos, enquanto o consórcio formado pelas chinesas CNOOC Petroleum (70%) e Sinopec (30%), ficou com o bloco de Ametista. A ANP aperfeiçoou o edital da OPP, buscando mais atratividade ao leilão. Como resultado, no 3º Ciclo houve, pela primeira vez, empresas independentes inscritas, além das grandes petroleiras. Karoon e a Sinopec são estreantes no regime de partilha no Brasil.
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O evento, que reuniu os principais players do setor, mostrou como os FPSOs vêm incorporando tecnologias cada vez mais avançadas para atender requisitos de segurança, eficiência operacional e sustentabilidade ambiental. A conferência reforçou o papel estratégico do Brasil na evolução dessas embarcações, que transformaram a exploração em águas profundas nas últimas cinco décadas. Desde o pioneiro FPSO da Shell, em 1977, até o primeiro brasileiro — o Moraes, da Petrobras — a indústria avançou de forma contínua, impulsionada especialmente pelo protagonismo nacional.
Revista digital Oil & Gas Brasil
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