Grande Consumo N.º 91

retalho

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evidente, temos sempre assistentes para explicar e ajudar os clientes durante a compra” , prossegue Francisco Soure. Depois de uma primeira loja na Nova SBE, em Carcavelos, o Pingo Doce inaugurou em 2023, no Instituto Superior Técnico em Lisboa, uma outra loja onde a tecnologia promete agilizar o processo de compra. Nestes Pingo Doce Express, a entrada e o pagamento na loja são efetuados através da apli - cação Pingo Doce Express. Neste formato, é o clien - te faz o scan dos produtos que escolheu. No final, basta passar o telemóvel e sair, ficando concretiza - do o pagamento através da app . Desta forma, não é necessário dirigir-se para uma caixa. Francisco Soure relembra que esta é uma área em desenvolvimento constante. “Há soluções digitais ou funcionalidades que foram testadas na Lab Store e que foram depois integradas, de forma independente, nas lojas Pingo Doce. São disto exemplo a funcionalidade de Scan&Go, através da app Pingo Doce Express, que inclui também senhas digitais, e as máquinas de café autosser- viço; ou a nossa solução de desmaterialização da gestão de loja” , ilustra. Em sentido contrário à tendência do mercado, na Mercadona não existem caixas de pagamento automático, continuando o processo de saída de

loja a ser acompanhado de forma presencial pelos colaboradores da caixa. “Consideramos que o sistema de pagamento que temos na nossa linha de caixas é o que melhor se adequa às necessidades dos nossos ‘Che - fes’ (clientes) e estamos satisfeitos com ele” , comenta à Grande Consumo fonte oficial da marca. Da resistência inicial à digitalização crescente do processo de compra Quando, em 2023, a Ikea instalou um novo forma - to de linha de caixas self-checkout , mesmo contando com o apoio de colaboradores para concretizar as compras, ouviram-se reações negativas por parte dos clientes. Dois anos depois, a mudança está con - solidada e a empresa desafia os clientes a tirarem mais partido da tecnologia no processo de compra. “Com o feedback que fomos recebendo por parte dos nos- sos clientes, pudemos ir ajustando este serviço e a evolu- ção tem sido bastante positiva. Sentimos uma crescente satisfação por parte dos nossos clientes e isso traz con- fiança para o caminho que estamos a seguir” , considera Guilherme Ribeiro, country customer manager da Ikea Portugal. A introdução das caixas self-service não teve como objetivo a redução do número de colabora - dores, mas sim a otimização das funções dentro da

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