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TEORIA DAS RELAÇÕES DE OBJETO Entrada Tri-Regional Consultores inter-regionais: Steven Groarke (Europe), Leigh Tobias (North America) and Abel Fainstein (Latin America) Co-presidente da coordenação inter-Regional: Eva D. Papiasvili (North America) ————— Tradução para o português: Alda Regina Dorneles de Oliveira (Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre) , Giuliana Chiapin (Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre), Regina Orgler Sordi (Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre), Coordenação e edição para a tradução para o português: Maria Cristina Garcia Vasconcellos (Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre)
I. INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES INTRODUTÓRIAS
Historicamente, o termo “ Teoria das Relações de Objeto” foi criado por W.R.D. Fairbairn (1943, 1944). Geralmente, denota um conjunto definido de diversas hipóteses psicanalíticas estruturais e do desenvolvimento que colocam a necessidade da criança de se relacionar com outros no centro da motivação humana. Mais especificamente, é uma teoria psicanalítica, ou conjunto de teorias relacionadas, em que as pessoas são vistas como motivadas desde o início da vida pela necessidade de fazer contato e de relacionarem-se, em vez de meramente satisfazer impulsos para descarregar energia. A interação comunicativa com ambos outros, internos e externos, chamados de “ objetos”, é a prioridade na compreensão da vida humana, iniciando pela construção dos laços emocionais primitivos entre os bebês e seus principais cuidadores. A interação corporal e emocional primitiva, de acordo com esta lógica, considera a forma como os “ objetos” internos e externos são percebidos e vivenciados pelo sujeito. As definições das teorias e hipóteses acerca das Relações de Objeto na literatura contemporânea e nos dicionários regionais dos três continentes psicanalíticos (Moore and Fine 1990; Auchincloss and Samberg 2012; Skelton 2006; de Mijolla 2013; Borensztejn 2014) variam, como verifica-se nas seguintes definições selecionadas. A Teoria Psicanalítica das Relações de Objeto apresenta “ um sistema de explicações psicológicas baseado na premissa de que a mente é composta por elementos vindos de fora, principalmente aspectos do funcionamento dos outros. Isso ocorre por meio do processo de internalização. Esse modelo da mente explica as funções mentais a partir das relações entre os vários elementos internalizados.” (Moore and Fine 1990). Da mesma forma, Skelton (2006) propõe que a teoria das relações de objeto ocupa-se principalmente com as “ mais íntimas fantasias sobre as relações”; enquanto Hinshelwood (1991) permitindo uma noção vasta de abordagens das
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