Grande Consumo N.º 97

GRANDE CONSUMO

alimentar De nicho a presença diária nos lares portugueses texto BÁRBARA SOUSA fotografia D.R.

Por toda a Europa, o humilde cogumelo é um ingre- diente celebrado, presente com regularidade em ri- sotos, ensopados e molhos. Contudo, em Portugal, continua a ser um convidado surpreendentemente infrequente à mesa. Esta diferença culinária não re- vela apenas uma questão de gosto; evidencia uma oportunidade de mercado significativa e ainda por explorar. A dimensão desta oportunidade torna-se eviden- te quando comparada com a dos países vizinhos. Enquanto o consumidor português médio consome apenas um quilo de cogumelos frescos por ano, os seus homólogos em Espanha e nos Países Baixos con- somem três vezes mais. A diferença acentua-se face a França e a Itália (2,5 quilogramas) e torna-se um ver- dadeiro abismo quando comparada com a Irlanda, onde o consumo atinge quase sete quilos anuais por pessoa. Durante anos, a força dominante na produção de cogumelos em Portugal operou maioritariamente nos bastidores. A Varandas de Sousa tem sido o mo- tor do sector, controlando aproximadamente 80% do mercado nacional ao fornecer cogumelos frescos às principais cadeias de retalho para as suas marcas próprias. Em 2025, a empresa deu um passo decisi- vo para o centro do palco, com o lançamento da sua primeira marca de consumo: Cuga. Uma estratégia clássica no universo de bens de grande consumo,

Com um consumo per capita muito abaixo da mé- dia europeia, Portugal representa um dos maiores potenciais de crescimento no mercado dos cogu- melos frescos. A Cuga, nova marca da histórica Va - randas de Sousa, que controla cerca de 80% da pro- dução nacional, quer liderar essa transformação, combinando modernização industrial, inovação científica e uma estratégia de marca pensada para derrubar as barreiras de consumo e aproximar os cogumelos do quotidiano dos portugueses.

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