Grande Consumo N.º 97

alimentar

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do, três milhões de euros no sentido de modernizar e requalificar as suas linhas de produção e de refri - geração de todas as etapas dos produtos. De acordo com Nuno Pereira, o investimento recente incidiu sobre três eixos fundamentais: o aumento da capaci- dade produtiva, através da reativação de uma unida- de de produção de cogumelos; o reforço integral da cadeia de frio, garantindo estabilidade térmica desde a colheita até ao consumidor final; e a modernização e racionalização da unidade de embalamento, pre- parando-a para embalar mais de sete mil toneladas por ano, com maior eficiência, menor desperdício e maior consistência de produto . “Este pacote de investi - mentos elevou significativamente o nível de serviço, quali - dade e fiabilidade operacional.” Uma das expressões mais relevantes deste ciclo de modernização é a transformação da unidade de Paredes num polo central de embalamento, com a automação de etapas críticas do processo. A partir do final de fevereiro, as operações associadas aos produtos laminados passaram a concentrar-se nesta unidade, reforçando a especialização das fábricas do grupo, que mantém igualmente operações em Vila Flor e Vila Real. Após entrada em funcionamento, em Vila Flor, de uma unidade destinada à internalização do fabrico do composto em que crescem os cogumelos, o foco da reorganização industrial deslocou-se para Pare- des. A produção de cogumelos nesta unidade reabriu em 2025, tendo sido contratados, desde então, 50 no- vos trabalhadores para as funções de colheita. “O maior desafio consistiu em transformar uma uni - dade de embalamento que, ao longo de muitos anos, tinha sido sucessivamente adaptada, mas nunca verda- deiramente concebida como uma unidade alimentar mo- derna, numa operação totalmente alinhada com as nor - mas atuais” , adianta Nuno Pereira. “Isto implicou criar um fluxo operacional completamente linear, de marcha em frente, sem cruzamentos entre matérias-primas e produto acabado; eliminar cruzamentos de pessoas entre funções distintas, garantindo circuitos separados e conformes às melhores práticas; e assegurar a integridade total da cadeia de frio, desde a colheita, passando pelos túneis de arrefeci - mento rápido, até à entrada nos camiões que seguem para os depósitos dos clientes. Foi uma transformação profunda, convertendo uma infraestrutura antiga numa unidade mo- derna, eficiente e preparada para o futuro.” Inovação científica As ambições da Cuga vão além dos objetivos comer- ciais, abrangendo um compromisso mais amplo com a região de Trás-os-Montes e com a ciência agrícola portuguesa. A empresa é um motor-chave da econo- mia local, mas o investimento não se limita a maqui- naria. De facto, a Cuga está a construir um “fosso de ino- vação” de longo prazo através de colaborações estra- tégicas com instituições académicas portuguesas de topo. Em parceria com a Universidade de Avei-

Segundo Nuno Pereira, o primeiro ano assenta em três prioridades: construir notoriedade e confiança numa categoria ainda pouco consolidada, expandir a distribuição e capitalizar os investimentos internos em modernização

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