Grande Consumo N.º 97

retalho

N.97

num modelo tradicional em ambiente de retail park , tendo depois evoluído para o centro comercial, de modo a ser mais acessível e estar mais próxima do consumidor. Este formato teve, ainda, a vantagem de alavancar uma maior cobertura territorial, com espaços otimizados numa área de cerca de 1.300 metros quadrados. No horizonte, porém, está um novo modelo, o de lojas com uma superfície de 800 metros quadrados, que, na ótica da insígnia, apor- tará maior agilidade e garantirá maior conexão en- tre a diversidade de marcas. Serão lojas full family , à semelhança da esmaga- dora maioria das que compõem o parque atual – com exceção de duas lojas Kiabi Kids –, desenhadas numa lógica que alicerça a aproximação ao centro das grandes cidades, potenciando uma maior capi- laridade e uma expansão responsável e sustentá- vel. “Temos aberto uma média de dez por ano e é o que vamos continuar a fazer a nível ibérico, onde possuímos atualmente 87 lojas e quase cinco milhões de clientes. A nossa ambição é continuar a crescer” , frisou a diretora de estratégia. Este modelo – assente na combinação do rebran- ding , do ecossistema de marcas e do novo formato de loja – vai ser a ponta de lança dos novos desen- volvimentos e das novas aberturas. A omnicanali- dade vai acompanhar esta evolução: “Não gostamos de falar de canais, preferimos falar de uma experiência conectada, independentemente do canal que o cliente escolha para se envolver com a marca. Gostamos é de co- nectar as nossas lojas físicas com o digital, com a app que lançámos o ano passado e que já teve três milhões de des - cargas, e com o nosso programa Em Família. Queremos que os nossos clientes se sintam o mais autónomos possí- vel” , elaborou o diretor-geral, comentando, contu- do, que a loja física vai continuar a ser o coração do negócio. A nível global, 2025 encerrou com uma faturação de 2,5 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 8% face ao ano anterior. Um desempenho acima do mercado, muito em particular no país de origem, em que as vendas de vestuário decaíram 1,5%

Com três níveis de preço, Beebs é apresentada como respeitando a mensagem central da Kiabi – moda acessível para toda a família. E o mercado res- pondeu: em 2024, venderam-se mais de 1,3 milhões de peças em segunda mão, confirmando que não se trata de uma alternativa, mas de uma escolha natu- ral para muitos consumidores. E de que não cons- titui uma tendência, nem uma ação pontual, mas, antes, um compromisso. E a mais jovem de todas as marcas do ecossiste- ma Kiabi é (ekstract). Mais uma vez, resulta da aus- cultação do mercado: dados da Kantar indicam que, em 2025, o vestuário desportivo subiu 5,4% face ao ano anterior, o que abre uma oportunidade de negó- cio. “Já tínhamos roupa desportiva clássica, mas esta mar- ca tem características especiais. É uma marca com mate- riais técnicos, desenhada especificamente para o desporto, adaptada a todas as silhuetas e para todos os desportos. É absolutamente versátil” , descreveu José Luis Carceller, convicto de que foi uma aposta certeira. “Além dis- so, é uma marca muito real, porque não nos esquecemos do preço. Não nos podemos esquecer que o nosso lema é a moda a preços pequenos. E a (ekstract) responde a todos os pressupostos” , realçou. Desenhada para responder ao aumento do inte- resse por um estilo de vida ativo e saudável, desta- ca-se desde logo pela identidade visual: o extra, que emerge na oralidade, representa o pequeno esforço consciente que se dedica ao bem-estar; já os parên- tesis que englobam a palavra são símbolo de uma pausa intencional na rotina diária. Novo formato de loja É com este ecossistema – que poderá crescer, como se depreende das palavras do diretor-geral – que a Kiabi cimenta a sua estratégia de expansão. A marca – como recordou Mercedes Porro – assenta

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