GRANDE CONSUMO
A estratégia da Cuga vai muito além de uma mera mudança de embalagem. A empresa reconhece que, para desbloquear o potencial latente do mercado, deve primeiro enfrentar os obstáculos que impedem os cogumelos de se tornarem um alimento básico na cozinha
ro, está a desenvolver pesquisa sobre a transforma- ção de subprodutos de cogumelos em suplementos alimentares capazes de reduzir o risco de doenças cardiovasculares, convertendo resíduos em valor. Já com o Instituto Politécnico de Bragança, colabo- ra em investigação e assegura simultaneamente um pipeline de talento através de formação profissional e estágios; enquanto mantém com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro uma parceria focada em projetos que melhoram a qualidade e a eficiência da produção de cogumelos, promovendo a melhoria contínua desde a base. “As parcerias com universidades e institutos politéc- nicos permitem aprofundar a investigação aplicada em áreas críticas, nomeadamente a utilização alternativa de subprodutos, transformando-os em soluções com valor económico ou tecnológico; o desenvolvimento de substratos mais eficientes; a otimização da shelf-life e a análise nutri - cional acompanhada de melhoria contínua dos processos” , explica o CEO da Cuga. “A estas áreas soma-se ainda a formação profissional, através de estágios curriculares e profissionais e a participação em disciplinas, contribuindo para criar e atrair talento especializado para o sector.” Futuro dos cogumelos Enquanto o foco imediato está centrado no mercado português, a estratégia já contempla uma “expansão faseada” a nível internacional. A visão de médio pra- zo é de entrar noutros mercados quando os critérios certos – afinidade com produtos frescos, procura por ofertas premium e viabilidade logística necessária para garantir shelf-life e qualidade ao longo de toda a cadeia – estiverem reunidos. Mas o desafio central será fechar o significativo fosso de consumo em relação ao resto da Europa. A estratégia da Cuga é movida por uma visão singular e poderosa: elevar o cogumelo de ingrediente de nicho a presença diária nos lares portugueses. Ao abordar metodicamente cada barreira – da incerteza do con- sumidor à integridade da cadeia de abastecimento –, a empresa tem como objetivo lançar as bases para uma transformação culinária à escala nacional. Atualmente, a marca está presente na grande distribuição, no retalho regional e nos canais espe- cializados e o foco está em aumentar o linear, esta- bilizar o abastecimento e reforçar a presença através de gamas completas e ativações sazonais, sendo que, segundo o CEO, estão já em desenvolvimento várias inovações futuras, incluindo misturas premium , va- riedades diferenciadas, conceitos funcionais e novas linhas temáticas e sazonais. “Acreditamos que os cogumelos vão ganhar presença diária na alimentação dos portugueses, impulsionados pela conveniência, versatilidade e benefícios nutricionais. A Cuga quer liderar esta evolução, elevando o consumo per capita e trazendo novas formas de integrar cogumelos no quotidiano” , conclui Nuno Pereira. 11
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