alimentar
N.97
Esse conhecimento tem sido particularmen- te relevante no desenvolvimento de produtos que ainda estão numa fase inicial em Portugal. “Há sete anos, se alguém me perguntasse por pipas, dizia que era comida para pássaros” , recorda, sorridente, Miguel Dias. “Hoje, já há pipas com sabores, pipas com sal, pi- pas de água e sal, entre outros.” De facto, se há um fator que explica a evolução da categoria, nos últimos anos, esse fator é a inova- ção. E a nova infraestrutura oferece também condi- ções muito mais favoráveis para desenvolver novos produtos. A empresa passa agora a dispor de mais espaço e melhores instalações para testar receitas, explorar novos ingredientes e desenvolver novas combinações. “Queremos inovar em novos blends e em novas misturas” , assegura o responsável. A Frutorra aposta particularmente no desenvol- vimento de misturas de frutos secos, um segmento que tem vindo a ganhar relevância no mercado. “So- mos claramente dos poucos produtores, a nível nacional, que trabalha misturas” , assegura Miguel Dias. Estas combinações incluem misturas naturais, torradas, picantes ou com diferentes níveis de sal, muitas ve- zes alinhadas com tendências de consumo associa- das à alimentação saudável. Uma das transformações mais visíveis da ca- tegoria tem sido a evolução das embalagens e dos formatos de consumo. A Frutorra foi pioneira em Portugal na introdução de embalagens com fecho zip , uma solução que permitiu alterar o contexto de consumo do produto, facilitando o consumo em mobilidade e melhorando a conservação do produ- to. “Para que as pessoas possam abrir, comer um pouco e voltar a fechar.” Este tipo de inovação aparente- mente simples contribuiu para alterar a perceção da categoria, aproximando-a do universo dos snacks práticos e convenientes. A Frutorra aposta no desenvolvimento de misturas de frutos secos, um segmento que tem vindo a ganhar relevância no mercado. Misturas naturais, torradas, picantes ou com diferentes níveis de sal, muitas vezes alinhadas com tendências de consumo associadas à alimentação saudável
Miguel Dias, diretor comercial da Frutorra, sublinha que a marca não quer estar no mercado "como o produto mais barato. Queremos estar como aquele que apresenta a melhor relação de qualidade e preço”
ao longo de toda a produção.” Esta evolução tecnoló- gica assegura maior consistência e previsibilidade no produto final. “Permite-nos garantir os valores ade- quados de humidade das matérias-primas, o que garante a maior qualidade possível no produto final.” O impacto da parceria com a Grefusa Um dos momentos mais relevantes na evolução recente da Frutorra ocorreu em 2018, quando foi integrada num grupo espanhol com forte presença no mercado de snacks , a Grefusa. A parceria trouxe maior capacidade financeira e abriu novas opor - tunidades de desenvolvimento de categorias. “Es - tamos a falar de uma empresa que fatura mais de 130 milhões de euros em Espanha, que é líder em snacks sau - dáveis e em pipas” , descreve.
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