GRANDE CONSUMO
Mais do que um investimento industrial, a nova fábrica representa o início de um novo ciclo estra- tégico. “Este é claramente um ponto de partida” , co- menta Miguel Dias. O objetivo da Frutorra é con- tinuar a crescer e atingir 50 milhões de euros de faturação nos próximos anos, face aos atuais cer- ca de 35 milhões de euros. Atualmente, a empresa emprega cerca de 100 trabalhadores e gere um por- tefólio com mais de 350 referências, entre marcas próprias, marca Frutorra e diferentes formatos de produto. Representa três marcas no mercado portu- guês, cada uma com um posicionamento diferente: Frutorra, Grefusa e Snatt’s. A Snatt’s, por exemplo, aposta em snacks elaborados no forno e mais saudá- veis, enquanto a Grefusa compete diretamente no segmento tradicional. Para esta última, a estratégia passa por reforçar a distribuição e promover degus- tações, permitindo que os consumidores conheçam os produtos. Num sector em rápida transformação, onde a diferenciação se constrói cada vez mais através da inovação, da conveniência e da qualidade perce- bida, a Frutorra procura posicionar-se como uma referência industrial no processamento de frutos secos em Portugal. E se a ambição se concretizar, a nova fábrica poderá marcar não apenas uma mu- dança de escala da empresa, mas também um novo capítulo na evolução de toda a categoria no merca- do português.
Mas, apesar da crescente sofisticação, o mer - cado continua fortemente competitivo, com forte presença da marca própria e pressão promocional, que mantêm a lógica de preço como um fator rele- vante. A estratégia da Frutorra passa por encontrar um equilíbrio entre competitividade e diferencia- ção. “Não queremos estar no mercado como o produto mais barato”, sublinha Miguel Dias. “Queremos estar como aquele que apresenta a melhor relação de qualida - de e preço.” A inovação surge, assim, como uma ferramenta essencial para evitar que os frutos secos sejam tra- tados apenas como um produto indiferenciado. “A inovação permite-nos chegar ao cliente e dizer que somos o driver do crescimento do mercado.” . Atualmente, a grande distribuição continua a ser o principal motor de vendas da empresa. Atra- vés de distribuidores e parceiros logísticos, conse- gue também chegar ao comércio independente e a um vasto número de pontos de venda em todo o país. Um ponto de partida A nova unidade industrial servirá tanto a marca Frutorra como a produção para marcas próprias da distribuição. E, segundo a empresa, os padrões de qualidade são exatamente os mesmos. “Tratamos com tanto carinho a marca própria como tratamos a nos- sa marca.” A razão prende-se com a crescente trans- parência do mercado e com a facilidade com que os consumidores podem identificar quem produz determinado produto. “Ganhar a confiança demora muito tempo, mas perdê-la é muito rápido.”
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O objetivo da Frutorra é continuar a crescer e atingir 50 milhões de euros de faturação nos próximos anos, face aos atuais cerca de 35 milhões de euros. Atualmente, a empresa emprega cerca de 100 trabalhadores e gere um portefólio com mais de 350 referências, entre marcas próprias, marca Frutorra e diferentes formatos de produto
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