GRANDE CONSUMO
litros em stock , precisava de criar marcas e, rapidamente, equilibrar o negócio, a grande distribuição tinha de ser o canal de vendas. Além de que era o que eu conhecia melhor e onde tinha contactos. Foi todo um conjunto de razões, mas continuo a dizer que uma empresa da dimensão atual da Abegoaria, ou que queira ser grande, tem de se focar na grande distribuição. Não pode ser outro canal, até porque o da restauração, em Portugal, já foi muito interessante, um canal onde se fazia marca, mas, hoje, está deprimido. No mercado nacional, 90% das nossas vendas, o equivalente a cerca de 20 milhões de euros, é feito na grande distribuição. E qual é a abordagem? Todas as marcas são nossas, isto é, fazemos marcas próprias para a distribui- ção, mas são nossas. Com exceção de dois vinhos que fazemos para a Mercado- na, em que a marca é deles. Muitas das marcas são exclusivas de cada uma das cadeias – Lidl, Pingo Doce, Continente, Dia Minipreço (agora Auchan). É uma estratégia que, para as marcas sociais, até quatro euros, funciona. E funciona porque a grande distribuição faz a sua margem, vende ao preço que bem entende, porque a marca é exclusiva, e nós só temos de negociar o preço a que lhes vendemos. É uma vantagem para nós e para eles, porque não têm de andar a olhar para a concorrência e vender mais caro ou mais barato. A parte negativa é que não vamos fazer marca, pois, apesar de serem nossas, estão muito ligadas às insígnias. Mas, ultimamente, temos estado a lançar mais marcas para todas as cadeias. O Abelharuco é um exemplo disso, é a nossa mar- ca que mais cresce neste momento e está em todas as cadeias. Qual a estimativa em termos de faturação do mercado nacional versus exportações? Em 2025, a exportação correspondeu a 45% da faturação, mas penso que vamos alcançar os 50%, crescendo mais de dois milhões de euros. Os outros 50% são no mercado nacional, que está muito estável. Não tem sido fácil crescer em Portugal, porque o mercado está difícil, mesmo na grande distribuição. Todas as cadeias perderam vendas nas feiras de vinho de setembro. O nosso objetivo é, pois, continuar a apostar na exportação.
GC MB
GC MB
Os números
• 22 milhões de garrafas produzidas em 2025; • Presença em todo o território nacional: Alentejo, Dão, Douro, Vinhos Verdes, Lisboa, Tejo, Beira, Algarve e Açores; • A Herdade da Abegoaria dos Frades, na Vidigueira, é a joia da coroa, com os seus 500 hectares; dá o nome aos vinhos mais premium do grupo e reserva-se para acolher um hotel; • 53 milhões de euros de volume de negócios em 2025; • 45% da faturação de 2025 foi proveniente da exportação, com estima- tiva de chegar aos 50%; • Exporta para 48 países; • O Porta 6 é o vinho português tinto mais vendido no Reino Unido e está no top 15, com quatro milhões de garrafas; • O Júlia Florista é a primeira marca de vinho português (tinto e branco) mais vendida no Canadá.
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