Grande Consumo N.º 97

bebidas

N.97

Uma adega para o futuro Pouco mais de uma década se desenrolou desde o primeiro Sauvignon Blanc e o primeiro Pinot Noir. Tempo de balanço para Pedro Cavaleiro, tempo para dizer que os últimos dez anos permitiram compreen- der melhor a natureza, aceitá-la melhor e, em conse- quência, saber melhor o que fazer com ela na adega. E a adega é, precisamente, um marco desse percurso. Construída em 2023, foi equipada para produzir um determinado estilo de vinho: “Foram escolhas com o conhecimento do que já fazíamos e sabendo o que vem da vinha. Quisemos uma adega preparada ao máximo para essa realidade e para a colocar em garrafa.” Não admira, pois, que o diretor da Vicentino a defina não como uma bengala, mas como um exoes - queleto. Porque vem, efetivamente, ajudar a traba- lhar: “Não termos adega dificultava todas as operações. Em primeiro lugar, porque as uvas tinham de viajar uma hora até à adega que arrendávamos, enquanto agora é do outro lado da estrada, com uma proximidade muito gran- de à viticultura, o que nos permite agir mais rápido e tomar decisões mais consequentes. Em segundo lugar, quando acabava a vindima e os vinhos estavam prontos, tínhamos de engarrafar toda a colheita e a maior parte era rotulada, para sair de um espaço que não era nosso” , descreve.

Com adega própria, o caminho é outro: é um ca- minho mais próximo da produção, que permite, no- meadamente, fazer pequenas quantidades de vinhos específicos para clientes. Permite, igualmente, abrir a outros produtores da zona. “Apesar de a adega ter uma dimensão que ultrapassa as necessidades do projeto Vicen - tino, tem como objetivo o nosso crescimento, mas também apoiar outros produtores. No fundo, gostávamos de ser como que uma locomotiva do potencial desta região viti - vinícola.” Nos números da capacidade, a atual ronda os 250 mil litros (cerca de 320 mil garrafas), mas o ho- rizonte máximo da adega ascende aos 600 mil litros. Quanto à expansão da própria vinha, Pedro Cava- leiro não arrisca futurologia. Diz acreditar que existe abertura dos proprietários – além de Ole Martin, o casal francês Antoinette e Olivier Lemens, que, em 2015, assumiu 50% do investimento –, mas chama a atenção para o momento atual, de excesso de pro- dução de vinho. “Penso que, nos próximos anos, estes 60 hectares vão servir os propósitos do projeto, mas estamos disponíveis para, caso seja necessário, crescer” , remata. Uma coisa é certa: na Vicentino, não se pretende esgotar os recursos. Naturalmente, há sempre inter- venção na natureza, mas o objetivo é que seja mí- nima. “Sabemos que há regiões em Portugal em que um

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