entrevista
N.97
Usando as suas palavras, 2025 foi um bom ano para a Kiabi a nível global, mas um ano extraordinário para a Península Ibérica. Quais são os dados que supor- tam esta afirmação? É verdade! Porém, não posso relevar dados quantitativos, pois só no final de mar - ço vamos apresentar os resultados da região ibérica. Mas posso avançar que ba- temos o recorde do ponto de vista do volume de negócios. Progredimos nos dois mercados, por comparação com o ano anterior, quer em metros quadrados, quer em clientes adquiridos. E as novas marcas têm sido um sucesso total. São estes elementos, a par do exercício financeiro, que me permitem dizer que tivemos um ano extraordinário. Resultados à parte, o que vale o mercado português para a Kiabi? Portugal é uma prioridade para mim. Sou o diretor-geral para Espanha e Por- tugal, mas posso dizer que o mercado português é uma prioridade enorme. E porquê? Em Espanha, temos uma capilaridade muito grande, com 74 lojas e mais de 3,5 milhões de clientes únicos, o que nos confere realmente uma posição de privilégio. Em Portugal, ainda temos um caminho grande a percorrer e estamos concentrados no desenvolvimento da nossa rede. O modelo português é muito interessante, pois temos um portefólio dividido, em partes praticamente iguais, entre lojas próprias e lojas de afiliados. E quere - mos continuar assim, porque os resultados são muito positivos. Quando digo que colocamos o foco em Portugal é porque, de facto, o acolhi- mento dos clientes é muito favorável. Estamos apostados em continuar a con- quistar mais famílias para as nossas propostas. A Kiabi estreou-se em Portugal em 2010, com uma loja em Évora. Porquê esta localização? Não conheço exatamente a estratégia que levou a essa abertura, pois, embora já estivesse na Kiabi, estava dedicado apenas ao mercado espanhol. Mas o que posso dizer é que estamos muito felizes com essa escolha. E que queremos capi- talizar esse sucesso – o dessa primeira loja e o das outras 12 que possuímos em Portugal – para avançar rapidamente com novas aberturas, um pouco à seme- lhança do que fizemos na Andaluzia, onde estamos com mais de 25 lojas. Porque não duplicar o parque em Portugal, nos próximos dois a três anos, e continuar com esta onda de desenvolvimento? É o facto de o poder de compra em Portugal ser relativamente baixo que o torna atrativo para uma marca que tem como assinatura “Mode a petits prix”? O poder de compra dos países varia muito, é verdade. Sabemos que é mais baixo no sul da Europa, face ao norte. E a Kiabi é perfeita para responder a esse qua- dro, porque nasceu precisamente para democratizar o pronto a vestir, para que todas as famílias tivessem acesso. Essa foi a intenção do nosso fundador, Patrick Mulliez. E não vai mudar, vamos manter os valores que nos trouxeram até aqui, desde 1978. O mercado português é muito interessante, e não é só porque o poder de com- pra é inferior ao espanhol; é porque os consumidores portugueses nos têm dito que há espaço para nós. Acolheram a nossa visão de moda um pouco mais racio- nal, com um ADN que tem como principal valor facilitar a vida da família e que não se concentra tanto no estilismo. Queremos oferecer qualidade a pequenos preços, sim, mas, sobretudo, responder às necessidades das famílias. É essa res- posta que o nosso ecossistema de marcas vem trazer. O sucesso do modelo de afiliação, que corresponde a metade do parque de lojas em território nacional, torna o mercado português muito interessante para a Kiabi e impulsiona uma visão que passa pela duplicação da presença no horizonte de dois a três anos. “Uma prioridade” , assegura o diretor-geral para Espanha e Portugal, José Luis Carceller, numa entrevista exclusiva à Grande Consumo, no cenário do evento La Maison Kiabi, em Madrid.
Grande Consumo
José Luis Carceller
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