Grande Consumo N.º 97

tecnologia

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habitações com pontes térmicas significativas, isola - mento inexistente ou deficiente e sistemas de aque - cimento obsoletos. A Comissão Europeia estima que a taxa de renovação energética dos edifícios na Eu- ropa terá de aumentar significativamente, passan - do dos atuais 1% ao ano para valores próximos dos 3%, se se pretende cumprir as metas climáticas para 2030 e 2050. Para Portugal, isto significa que centenas de mi - lhares de habitações terão de ser intervencionadas na próxima década. Os sistemas de climatização, pela sua versatilidade e eficiência, são uma peça - -chave desta transformação. Ao contrário de uma caldeira tradicional, que apenas aquece, um sistema de ar condicionado moderno pode aquecer no in- verno e arrefecer no verão, funcionando como uma solução integrada de conforto térmico durante todo o ano. Além disso, a sua instalação é menos invasiva do que a de sistemas hidráulicos, um fator crucial em edifícios antigos e protegidos. Bombas de calor: a solução premium Embora o ar condicionado (bomba de calor ar-ar) domine o mercado pela sua versatilidade e custo mais baixo, as bombas de calor ar-água representam a solução mais confortável e, em muitos casos, mais eficiente, especialmente quando integradas em sis - temas de piso radiante. Miguel Ferreira, gestor de projeto de climatiza- ção na Sanitop, explica a diferença fundamental: en- quanto o primeiro transfere energia do ar exterior para o ar interior, o segundo transfere-a para um cir- cuito de água, que pode alimentar radiadores, ven-

vés da revisão da Diretiva de Desempenho Energé- tico dos Edifícios (EPBD), cujas regras estabelecem metas ambiciosas: todos os edifícios novos deverão ter emissões nulas a partir de 2028 e o parque edi- ficado existente terá de atingir metas mínimas de eficiência, com os edifícios residenciais a necessita - rem de uma classificação energética de, pelo menos, E até 2030 e D até 2033. Para se ter uma noção, esta diretiva obriga a uma vaga de reabilitação energética sem precedentes, onde os sistemas de climatização terão um papel central. Para a LG, esta é uma oportunidade estratégica. A empresa está a investir em soluções como bombas de calor e refrigerantes mais sustentáveis (como o R290) que se alinham com os objetivos de descarbo- nização e podem ser integrados tanto em constru- ção nova como em projetos de reabilitação. Catarina Barroso, air solutions and information display marketing manager da LG Portugal, sublinha que “o mercado da climatização tem vindo a evoluir a um ritmo acelerado, em grande parte devido à necessidade de conciliar confor - to com sustentabilidade. Hoje, não basta que um equipa - mento seja eficiente: é fundamental que contribua para a redução da pegada de carbono e que esteja preparado para responder às novas exigências regulatórias europeias.” A executiva identifica três grandes tendências que de - finirão o futuro do sector: sustentabilidade, eficiên - cia energética e digitalização. A questão da reabilitação energética é particu- larmente premente em Portugal, onde o parque ha- bitacional é um dos mais antigos da Europa. Muitos edifícios foram construídos antes da existência de qualquer regulamentação térmica, resultando em

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