GRANDE CONSUMO
O retalhista tem vindo a investir significativa - mente em projetos ambientais. Um exemplo claro deste compromisso é o investimento superior a oito milhões de euros alocado na mobilidade elétrica, financiado exclusivamente com capitais próprios. “Esta aposta permite democratizar o acesso a uma mo - bilidade sem emissões, com impacto ambiental reduzido. Disponibilizamos postos de carregamento para viaturas elétricas em mais de 250 lojas Lidl em Portugal, estrategi - camente localizados e com presença em todas as capitais de distrito. Garantem a autonomia de norte a sul do país, bem como a ligação a Espanha” , detalha. Paralelamente, o Lidl tem vindo a investir na ele- trificação da sua frota, tendo como meta uma frota 100% elétrica para reduzir a pegada de carbono. “Fi - nanceiramente, esta transição representa uma mudança de paradigma: trocar uma visão de custo inicial mais bai - xo por uma visão de poupança a longo prazo” . Os benefí- cios são evidentes: menor despesa com combustível, manutenção reduzida e maior eficiência operacio - nal. É por isso que Vanessa Romeu afirma que a “sustentabilidade vale mesmo a pena” . E defende que “é essencial desmistificar a ideia de que é cara. Quando bem integrada na cadeia de valor, é precisamente o que garante escolhas mais conscientes, acessíveis e com impacto positi- vo no presente e no futuro.” Tal como no Lidl, também na Auchan a transição para operações mais sustentáveis tem implicado in- vestimentos significativos. De acordo com dados da empresa, cerca de 11 milhões de euros, represen- tando 5,1% do CAPEX total em 2024, estiveram ali- nhados com a taxonomia. E, apesar do investimento inicial elevado, a Auchan considera que os ganhos surgem a médio prazo, sobretudo através da redução dos custos energéticos e da eficiência operacional. O que emerge deste raciocínio é uma mudança importante: a sustentabilidade começa a ser vista como um investimento de eficiência e não apenas como um custo adicional. Projetos de economia cir- cular – como a venda a granel, a redução de plástico ou sistemas de reutilização de embalagens – impli- cam frequentemente novas infraestruturas logís- ticas, materiais alternativos e custos adicionais de comunicação. No entanto, Rita Cruz, diretora de sus- tentabilidade e bem-estar da Auchan Retail Portu- gal, sublinha que estes investimentos podem gerar valor no longo prazo e que algumas iniciativas po- dem mesmo transformar custos em oportunidades. “Por exemplo, a venda de excedentes alimentares diminui perdas, reduz desperdício, que é custo puro, e pode gerar retorno social e reputacional” , nota a responsável. Um exemplo dessa abordagem é a redução do desperdício alimentar. Em 2024, a Auchan salvou 488 toneladas de excedentes alimentares, através de iniciativas de economia circular e parcerias com or- ganizações especializadas, reduzindo o desperdício. Este tipo de iniciativas mostra que nem todas as prá- ticas sustentáveis implicam custos líquidos. Algu- mas podem gerar poupanças operacionais. A ideia é,
Lidl
No Lidl, a sustentabilidade é encarada não como um custo, mas como um investimento estratégico que gera eficiência, inovação e vantagem competitiva. A empresa tem vindo a integrar práticas sustentáveis ao longo de toda a cadeia de valor, da produção ao con- sumo, procurando conciliar responsabilidade ambiental com a sua estratégia de preços acessíveis. Um dos exemplos mais visíveis deste com- promisso é o investimento superior a oito milhões de euros em mobilidade elétrica, fi- nanciado com capitais próprios. Atualmente, o Lidl disponibiliza postos de carregamento para veículos elétricos em mais de 250 lojas em Portugal, estrategicamente distribuídos por todas as capitais de distrito, permitindo uma carga rápida durante uma ida às com- pras. Paralelamente, a empresa tem vindo a eletrificar a sua frota, reduzindo a pegada de carbono e os custos operacionais no longo prazo. A sustentabilidade estende-se também à cadeia de abastecimento. O Lidl privilegia fornecedores certificados e comprometi- dos com boas práticas ambientais e sociais, promovendo simultaneamente o desenvolvi- mento de produtores nacionais. Nos últimos dez anos, o apoio à exportação de produtos portugueses através da rede internacional do Lidl gerou 1.450 milhões de euros de impacto na economia portuguesa, com mais de 773 milhões de euros em produtos exportados. Na área das embalagens, a empresa aposta na redução de plástico e na criação de ciclos fechados através da iniciativa REset Plastic, ainda que reconheça os desafios associados à utilização de materiais reciclados em pro- dutos alimentares, como a escassez e o custo elevado do rPET de grau alimentar. Para o Lidl, a escala europeia a permite par- tilhar inovação e otimizar investimentos, em- bora exija também uma adaptação constante às diferentes realidades locais.
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