Grande Consumo N.º 97

GRANDE CONSUMO

A validação por parte dos consumidores é o critério que garante que cada inovação tem um propósito claro e que acrescenta valor para aqueles a quem se dirige. As marcas têm como missão procurar que, cada lançamento, seja pensado para responder a uma necessidade real dos consumidores, acrescentando valor através da conveniência, do sabor e da qualidade

“Trabalhamos para equilibrar esses dois universos: ofe- recer produtos que mantenham a tradição e o sabor ge - nuíno do queijo português, mas que também tragam for- matos e combinações que simplifiquem o dia a dia e se ajustem a diferentes momentos de consumo. No fundo, queremos estar presentes não só à mesa, mas em todos os pequenas ocasiões em que o consumidor procura momen- tos de sabor e prazer” , enfatiza o marketing manager . O prazer, tal como a autenticidade, entra igual- mente na equação da Limiano quando o tema é a inovação. E que se materializa na tradução em novos formatos do produto histórico da marca, o queijo em bola. A propósito, a porta-voz, Rita Fer- nandes, reclama pioneirismo em várias frentes, da introdução das fatias aos packs abre-e-fecha, pas- sando pelo queijo prato sem casca – todas soluções que facilitaram o consumo. Mais recentemente, o foco foi colocado na indulgência, apresentando as Grossíssimas como “um bom exemplo” : são fatias mais espessas que intensificam o sabor e que, se - gundo a marca, recuperam a experiência sensorial da bola. “É inovação com verdade. Sem pretensões nem modas, apenas uma evolução natural do nosso feitio” , afiança, rejeitando a ideia de que seja apenas mais um formato. “A conveniência existe, claro, mas o dife- rencial aqui é o sabor e a experiência. O mercado reagiu muito bem: há curiosidade, experimentação e reconhe - cimento do ADN Limiano na primeira prova” , reforça. Também a Bimbo tem uma nova fatia. É uma das novidades mais recentes, apresentada na cele- bração dos 80 anos e tendo como atributos o aspeto mais natural e uma textura mais rústica. Diz a mar- ca que responde à procura crescente por produtos que transmitam autenticidade. Mas é verdadeira- mente útil e conveniente? O diretor-geral em Por- tugal adianta que “foi o resultado final de uma reflexão sobre como a Bimbo continua a evoluir sem perder a es - sência que a tornou uma marca de confiança” . E prefere sublinhar, em vez da utilidade e da conveniência, a garantia do prazer de um pão de qualidade e o que isso significa do ponto de vista emocional. Já Mariana Andrade não tem dúvidas de que um dos lançamentos mais recentes da Guloso, o Pre- parado para arroz de tomate, responde a estes dois critérios de consumo. E explica o racional: “Nasceu de uma vontade muito simples: facilitar a vida dos con- sumidores sem comprometer o sabor autêntico do nosso tomate português. O arroz de tomate é um prato tradi- cional e muito querido em Portugal, mas nem sempre há tempo, ou disponibilidade, ou mesmo know-how, para preparar um bom refogado e esperar que os sabores se apurem. É, sem dúvida, uma proposta útil e convenien - te, pensada para quem valoriza o sabor tradicional, mas procura também rapidez e consistência no dia a dia” , sintetiza. No que toca a aplicar inovação ao produto, a Queijos Santiago tem como denominador comum a antecipação das necessidades do consumidor. “Ob- servamos atentamente as tendências de mercado e procu-

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