alimentar
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a promessa de valor com dados: Mimosa foi pelo 13.º ano consecutivo a marca de bens de consumo mais escolhida pelos portugueses (“Brand Footprint 2025”, Kantar) e, em 2024, os seus produtos foram retirados das prateleiras mais de 35 milhões de vezes. Em consonância com esta visão, a marketing ma- nager da Nobre entende que a validação por parte dos consumidores é o critério que garante que cada inovação tem um propósito claro e que acrescen- ta valor para aqueles a quem se dirige. Na marca, cada lançamento é pensado para responder a uma necessidade real dos consumidores, acrescentando valor através da conveniência, do sabor e da quali- dade: “Inovar apenas por inovar seria contrariar a nos- sa forma de estar no mercado, pelo que um produto que não acrescenta valor ou que não é validado pelos consu - midores não é lançado.” Esta é uma mensagem que encontra eco na Queijos Santiago, que faz a inovação depender de uma análise estratégica. “Só avançamos com produtos que façam sentido para a marca e que estejam alinhados com a nossa identidade. Isso implica acompanhar as tendências, compreender as necessidades dos consumi- dores e avaliar cuidadosamente quais as inovações que acrescentam valor real” , aponta o marketing manager , concluindo que o objetivo é, precisamente, evitar a armadilha de “inovar por inovar.” No limite, a última palavra pertence ao consu- midor. É ele o juiz da inovação, ditando se um pro- duto sobrevive ou não na prateleira e, mais do que isso, se contribui para o efetivo crescimento e a real diferenciação das marcas.
acompanhando sempre todas as transformações nas no - vas formas de viver e consumir que se vão criando.” A brand manager da Guloso podia assinar por bai- xo desta resposta, quando afirma: “Todas as inovações que lançamos resultam de um profundo trabalho interno de pesquisa, identificação de necessidades e análise de gaps no mercado. Cada inovação é pensada para acres - centar valor ao consumidor. Acreditamos genuinamente em cada inovação que introduzimos.” Reconhece que existe sempre um risco associado, mas realça que “é precisamente essa abertura ao risco que permite à Guloso continuar a evoluir e a diferenciar-se no mercado.” A Limiano, pela voz da sua responsável de marke- ting , reconhece que o risco de inovar por inovar existe em qualquer categoria: “É precisamente por isso que não o fazemos. Em Limiano, cada lançamento tem critério, responde a uma motivação real e reforça o posicionamento.” A head of brand development da Mimosa admite igualmente o risco, mas introduz outro argumento, o da inovação com propósito: “Ainda que, por vezes, possamos não ser tão bem-sucedidos, fazemo-lo sempre com um racional e um objetivo. Temos diferentes KPI que nos permitem aferir sobre o sucesso de um lançamento, que variam consoante a natureza dos projetos. Medimos e acompanhamos. Mas a inovação envolve sempre risco, é preciso errar para acertar. Este mindset está a ser cada vez mais cultivado na marca, para que possamos ser mais ágeis e dinâmicos” . Sabe que a escala pode limitar a inovação, mas também sabe que é facilitadora de in- vestimentos e promotora de sinergias: “Este equilíbrio é fundamental, para que possamos ser relevantes para o consumidor e clientes, promovendo sempre a retenção, fi - delização e upscale de consumo” , considera, validando
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