retalho
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vier. Estamos preparados para ter estas marcas que hoje apresentamos, mas também todas as futuras. Se surgi- rem novas necessidades das famílias dos nossos clientes, estaremos cá para lhes responder.” E, por isso, insiste que não se trata de uma evolução estética ou de ar- quitetura visual, mas, sim, de uma evolução estra- tégica que se vai materializar progressivamente em mais de 600 lojas e nos canais digitais. Um ecossistema de marcas O que sustenta esta evolução é a ambição da Kia- bi enquanto empresa, como verbalizou, no evento, a diretora de estratégia para Espanha e Portugal, Mercedes Porro. “Abordar este novo caminho de cobrir as necessidades para que as nossas famílias possam ter um estilo de vida sustentável obviamente implica que pe- netremos em novos perímetros, que nos fortalecem como marca e permitem reforçar muito mais o nosso impacto ”, manifestou. E a diversificação é o fio condutor desta aposta, é o caminho que vai impulsionar o crescimento: “Queremos continuar a ser uma referência nesta evolu- ção de hábitos de consumo a que assistimos, nas novas necessidades que emergem. Queremos continuar a ser o aliado principal das famílias” , destacou, assim enqua- drando o investimento em segmentos complemen- tares à moda, mas em que o têxtil é sempre o deno- minador comum.
Foi em junho de 2024 que a Kiabi deu um passo es- tratégico para alavancar a operação na Península Ibérica, com a decisão de integrar os dois merca- dos sob uma mesma gestão, a de José Luis Carceller, que já era diretor-geral em Espanha. Uma decisão que visou potenciar sinergias, acelerar o cresci- mento e reforçar a presença no retalho de ambos os países. Tendo como ponto de partida aquele que é o segundo país, em faturação e em volume de ne- gócios, das 37 geografias a que se estendeu desde a fundação, em França, em 1978. E, 33 anos depois da primeira abertura em Espa- nha, quase 16 anos desde a entrada em Portugal, e menos de dois anos após o anúncio da integração de mercados, o retalhista francês reforça a aposta ibérica, prometendo que a sua “mode a petits prix” – o claim que sintetiza o seu posicionamento – vai acrescentar parcelas, ao ritmo de sete a dez pontos de venda físicos anuais. Os resultados validam esta estratégia: a nível global, 2025 encerrou com uma faturação de 2,5 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 8% face ao ano anterior. Um desempenho acima do mercado, muito em particular no país de ori- gem, em que as vendas de vestuário decaíram 1,5%. Em Espanha e Portugal, a trajetória é igualmente ascendente, muito embora não tenham sido ainda publicados os indicadores oficiais. No entanto, o di - retor-geral foi o rosto do otimismo quando recebeu jornalistas e parceiros no Palácio de Santa Bárbara, em Madrid, para a antevisão do evento La Maison Kiabi, que abriu aos consumidores as portas para todas as propostas de valor do universo Kiabi. “O ano de 2025 foi, para nós, um ano de resultados extraor- dinários, um ano muito especial” , comentou, antes de, simbolicamente, convidar a entrar nesta casa con- cebida como “uma metáfora viva ” da Kiabi. E que constituiu, na prática, uma montra das várias marcas que se multiplicam com a chancela Kiabi, cada uma com a sua própria identidade, mas um propósito comum: facilitar a vida das famílias. Porém, mais do que uma sucessão de coleções, esta casa aberta propôs-se materializar a evolução da Kiabi, isto é, como, nos seus quase 44 anos, passou de uma marca única de moda para um ecossistema de marcas: tendo a Kiabi como insígnia bandeira, o portefólio expandiu-se para Kiabi Home, Kitchoun, Beebs by Kiabi e, já este ano, aquela que é a joia da coroa – (ekstract). É uma evolução considerada de tal forma pro- funda que justificou um rebranding . Nas palavras de José Luis Carceller, na Kiabi desde 2007, a nova identidade não é um ponto de partida, surgindo, sim, como consequência: “Cumpre uma função es - tratégica clara. Primeiro, unifica a linguagem, passando todas as marcas a estar apoiadas por um novo logótipo, o nosso K. Depois, ordena o portefólio, aportando coerên- cia e, ao mesmo tempo, diferenciação. E, finalmente, este elemento diferenciador prepara-nos para tudo o que aí
“Não gostamos de falar de canais, preferimos falar de uma experiência conectada, independentemente do canal que o cliente escolha para se envolver com a marca. Gostamos é de conectar as nossas lojas físicas com o digital, com a app que lançámos o ano passado e que já teve três milhões de descargas, e com o nosso programa Em Família”
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