Grande Consumo N.º 97

GRANDE CONSUMO

“Acreditamos que, em 2030, Portugal continuará a afirmar-se como origem de qualidade reconhecida internacionalmente, num cenário de inovação contínua e em contante crescimento, marcado por novos formatos, usos e segmentos de consumo”

dos preços. Nalguns mercados europeus, chegaram mesmo a duplicar. Para os consumidores, habituados a considerá-lo um produto relativamente estável na despensa, esse choque teve um impacto imediato. De repente, o azeite passou a ser comparado, analisado e questio- nado. Os consumidores começaram a perguntar-se de onde vinha o produto, que qualidade tinha e se justificava o preço. E esse momento, diz-nos a Olivei - ra da Serra, abriu espaço para uma nova forma de diferenciação. “Atualmente, após uma grande retração provocada pela subida dos preços, o sector do azeite portu - guês vive uma fase de recuperação gradual em que, apesar dos consumidores continuarem sensíveis ao preço, mos - tram-se atentos à qualidade e origem do produto, crian - do mais espaço para a diferenciação” , introduz fonte da marca pertencente ao universo Sovena. Essa nova atenção ao produto catalisou uma transformação importante: o azeite deixou de ser apenas um ingrediente básico e passou a afirmar-se como um produto gastronómico com identidade. Lá está, deixou de ser apenas azeite. Num sector onde, durante décadas, predominou a competição pelo preço, em que foi considerado uma mera commodity agrícola, relativamente indiferenciada, o foco des- loca-se agora para atributos de origem, qualidade sensorial, sustentabilidade e identidade de marca. Hoje, cada vez mais consumidores procuram com- preender a origem do que consomem, a variedade da azeitona utilizada, o perfil sensorial do produto e a história que está por detrás da marca. O Esporão descreve bem esta mudança de para- digma: “Assistimos também a maior presença de marcas da distribuição, consumidores mais atentos à origem e aos métodos de produção, maior procura por azeites pre - mium e por produtos com identidade sensorial própria.” E acrescenta a mesma fonte: “O azeite passou a ser visto não apenas como um item de despensa, mas como um produto gastronómico com valor, história e expressão cultural.”

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