Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 77

INDÚSTRIA NAVAL

remotas da Amazônia brasileira, contribuin- do assim para a redução de emissões e o uso mais eficiente dos recursos energéticos da região. A partir de 2028, a parceria entre a Petrobras e a Amazônica Energy, firmada em novem- bro do ano passado, entra em operação e vai ampliar a segurança energética no Norte do país em pelo menos 100 mil m³/dia. A atuação da Petrobras no Amazonas é responsável pela geração de cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos. A arrecadação de tributos e participações governamentais destinadas ao estado do Amazonas em 2025 foi R$ 1,5 bilhão, sendo a Petrobras a maior contribuinte de ICMS do estado.

E ainda impulsionam a retomada da indústria naval em todo país. A Transpetro já encomendou 52 embarcações, dentro do Programa Mar Aberto, desde o início da nossa gestão. São investimentos de aproxi- madamente R$ 11,6 bilhões até 2030”, explica o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

Polo Urucu

Localizado no coração da floresta amazôni- ca, no município de Coari (AM), o Polo Urucu é a maior província petrolífera em terra firme (onshore) do Brasil e completa 40 anos de operação neste ano. O polo é responsável por uma produção média de 105 mil barris de óleo equivalente por dia. Após 10 anos sem investimentos em construção de novos poços, a Petrobras vai investir cerca de R$ 2,5 bilhões em perfura- ções e lançamento de aproximadamente 40 quilômetros de linhas em Urucu, responsá- veis por um incremento médio de produção de 4.400 bbl/dia. “Esse investimento evidencia o compromisso da Petrobras com o desenvolvimento econô- mico e social do país. O gás natural de Urucu viabiliza a geração de 65% da energia elétri- ca consumida em Manaus e em outros cinco municípios. O gás de cozinha (GLP) produzi- do, em média 80 mil botijões/dia, abastece todos os estados da Região Norte e parte do Nordeste do País. Ou seja, sem a Petrobras os brasileiros dessas duas regiões ficariam sem o suprimento básico de energia”, explica a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. O objetivo é levar gás natural a localidades da Região Norte que enfrentam restrições logísticas de acesso ao insumo, criando soluções de distribuição voltadas à amplia- ção da oferta deste combustível em áreas

Dados técnicos das barcaças

As barcaças, sem propulsão própria, serão movimentadas pelos empurradores, com operação sincronizada a até 6 nós. Das 18 barcaças, dez terão capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito, de 2 mil TPB. As unidades terão até 70 metros de comprimento, 16 metros de boca e 4,5 metros de calado, com possibilidade de transportar diferentes combustíveis em tanques dedicados ou segregados. Também poderão operar com energia elétrica em terra e utilizar energia solar. Os empurradores, responsáveis pela ma- nobra do conjunto, terão até 18,7 metros de comprimento, 9,2 metros de boca, 3,7 metros de calado e potência de 450 kW, com tração de até 13 toneladas e autonomia de cinco dias de navegação contínua. As embarcações contam com tecnologias que ampliam a precisão das operações, sobretu- do em áreas restritas.

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