Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 77

PORTO

Porto do Rio de Janeiro passa a receber navios de até 366 metros após ampliação do canal Obra contou com investimentos do Novo PAC e permite operação de embarcações do tipo New Panamax.

Com a conclusão das obras, a profundida- de mínima do canal de acesso foi ampliada de 15 metros para 16,2 metros, permitindo um calado operacional de 15,3 metros e adequando a infraestrutura para receber navios da classe New Panamax. O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirmou que a nova capacidade operacional marca um avanço importante para o Porto do Rio de Janeiro e para a infraestrutura portuária brasileira. “A chegada de navios de maior porte representa um novo momento para o Porto do Rio de Janeiro. Esse avanço amplia a competitividade do terminal, forta- lece sua posição nas rotas internacionais e demonstra a importância dos investimentos em modernização da infraestrutura portuá- ria brasileira”, destacou. A iniciativa amplia, ainda, a eficiência ope- racional e logística do porto, melhora as condições de navegabilidade e segurança, permite a operação de embarcações de maior porte e reduz restrições operacionais e custos logísticos. Além disso, aumenta a previsibilidade das operações e fortalece a competitividade do Porto do Rio de Janeiro no comércio exterior. Atualmente, além do Porto do Rio de Janei- ro, apenas os portos de Santos (SP), Salvador (BA), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR) e Pecém (CE) possuem capacidade operacional para receber navios de até 366 metros de compri- mento.

Porto do Rio de Janeiro (RJ) passou a integrar o grupo de portos brasi- leiros aptos a receber embarcações

da classe New Panamax, que está entre as maiores da navegação comercial mundial. O marco foi alcançado após a conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso ao porto, realizadas com investimentos do governo federal, por meio do Novo PAC, e da Autoridade Portuária PortosRio. Ao todo, foram investidos R$ 163 milhões na iniciativa. Neste mês, o primeiro navio a atracar no porto, dentro desse novo cenário operacio- nal, foi o porta-contêineres MSC Katrina, em- barcação de 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura (boca) e capacidade para transportar 14.131 TEUs (unidade equi- valente a contêineres de 20 pés). O navio, de bandeira panamenha, veio do Porto de Suape (PE) e seguiu com destino ao Porto de Santos (SP).

Nova realidade operacional

Para que um porto possa receber embarca- ções de maior porte, são necessárias obras de modernização da infraestrutura portuá- ria, especialmente dragagem, ampliação de calado, melhorias na sinalização náutica e adequações operacionais. No caso do Porto do Rio de Janeiro, o canal de acesso passou por obras de dragagem, com investimentos de R$ 98 milhões angariados pelo Novo PAC e R$ 65 milhões pela PortosRio.

Foto: Divulgação

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