Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 77

ENTREVISTA

O&GB: O setor offshore brasileiro está avançando para águas cada vez mais profundas. Como essa evolução aumenta a complexidade técnica dos sistemas de sela- gem e pressiona a confiabilidade dos equi- pamentos? RQ: À medida que as operações offsho- re avançam para águas mais profundas, o ambiente técnico se torna significativamen- te mais exigente. Os equipamentos devem operar de forma confiável sob pressões mais altas, faixas de temperatura mais amplas, condições de processo complexas e ciclos de operação mais longos. Nessas aplicações, os compressores são ativos críticos; portan- to, os sistemas de selagem devem manter um desempenho estável com baixíssima tolerância a variações.

Para os selos secos e os selos de separação, isso significa que a janela operacional se torna mais desafiadora. O selo deve suportar uma operação segura e confiável enquanto gerencia as mudanças de pressão, a compo- sição do gás, os riscos de contaminação e a necessidade de disponibilidade contínua. Em ambientes offshore, o acesso para intervenções é mais limitado do que nas ins- talações terrestres (onshore), o que torna a confiabilidade ainda mais importante. É por isso que sempre avaliamos o desempe- nho da selagem como parte do sistema de equipamentos como um todo. A confiabili- dade não é entregue por apenas um com- ponente isolado. Ela depende da interação entre selos, filtragem, sistemas de suporte,

Entrevista Rogério Quirino, diretor regional da John Crane.

O selo da expertise

Por Julia Vaz

confiabilidade não é entregue por apenas um componente isolado. Ela depende da interação entre

selos, filtragem, sistemas de suporte, aco- plamentos, monitoramento, práticas de ma- nutenção e especialização em engenharia”, destaca Rogério Quirino, diretor regional da John Crane, ao falar como a evolução da produção offshore para águas mais profun- das eleva a complexidade dos sistemas de se- lagem e pressiona a confiabilidade dos ativos. O executivo pontua que as pressões mais altas, faixas térmicas amplas e ciclos longos tornam críticos os compressores e seus sistemas de selagem. Com isso, as interven- ções offshore são mais limitadas, elevando a importância da disponibilidade (uptime). Razão pela qual defende uma visão sistêmi- ca: selos, filtragem, sistemas de suporte e monitoramento devem atuar em conjunto.

Foto: Divulgação

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