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ESPAÇO ECUMÊNICO

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Dourados, sexta-feira 1º.3.2019 O PROGRESSO

A verdadeira riqueza “ A honra, a exaltação, de todo ser que existe, depende de causas e circunstâncias. A excelência, a bele- de água doce, bafejada por brisas suaves, aquecida pelo ardor do sol, cultivada por um agricultor, desenvolven- do-se assim gradativamente, e produzindo frutos. Sua verdadeira prosperidade, entretanto, está em sua con- tribuição para o progresso do mundo animal, e até para o humano, substituindo o que foi esgotado nos corpos dos animais e dos homens. )ž%$+»jÜ

terá toda a prosperidade concebível para o animal. Se um pássaro, por exemplo, construir seu ninho numa floresta verdejante e viçosa , num belo lugar, sobre um ramo muito alto, numa ár- vore forte, e se ele encontrar água e grãos emabundância, terá alcançado perfeita pros- peridade. A verdadeira prosperidade do animal consiste, entretan- to, na transferência do mun- do animal para o humano, tal como sucede comos seres microscópicos da água e do ar que entram no organismo humano e são assimilados, substituindo o que foi gasto. Nisso está a grande honra, a grande prosperidade para o mundo animal; não se pode imaginar maior. É claro, pois, que essa ri- quezamaterial, esse conforto filhos de Deus, seres capazes de amar e pensar. Ocorre que utiliza-se a expressão espírito para designar a condição da- queles que virão ao planeta, aliás retornando a ele, ou que dele partiram, mas vivendo intensamente a natural con- tinuidade da vida humana. Por questão didática, Allan Kardec denominou espíritos os seres desprovidos do corpo carnal e alma para aqueles ligados à existência material. Mas são palavras sinônimas, significando apenas nossa condição de seres individuais e pensantes. Na página de rosto da obra, encontramos Espiri- tismo Experimental e o sub- título de Guia dos Médiuns e dos Evocadores, além do acréscimo indicativo do muito triste isso! Este de fato, não é, nem foi o plano de Deus para o homem. Deus nos criou para vivermos em Sua plenitude e desfrutarmos de Sua Presença de forma in- tensa e, incessante. Vivendo assim, jamais teríamos medo de nada, afinal, nem mesmo conheceríamos o que é o medo. Você pode até pensar: então tudo está perdido! Desde que Adão caiu, estamos “fadados” ao medo? NÃO, na verda- de, muito longe disso. Deus através da Obra Redentora de Cristo na Cruz do Calvário, nos reconciliou com Ele, ou lher a misteriosa sabedoria que Deus nos quer comu- nicar através deles” (Evan- gelii gaudium, 198). Emais, toda ação caritativa cristã deve ser iluminada pelas palavras de Jesus: “todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mimmesmo que o fizestes” (Mt 25,40). Somos impelidos pelas palavras do Evangelho a sermos ‘bons-samaritanos’ (cf. Lc 10,25-37), que ao ve- rem a precariedade da vida dos irmãos fazem-se próxi- mos, compartilhando não só seus bens materiais, mas a própria humanidade. É missão de todo povo cr i s tão t es t emunhar o amor de Deus. Por isso, a Igreja reivindica as obras de caridade como seu de-

e essa abundância, consti- tuem para o mineral, o vege- tal e o animal a prosperidade completa. E não há no mun- do material, riqueza, confor- to ou bem-estar comparável a essa opulência do pássaro; toda a vasta extensão das pla- nícies emontanhas é suamo- rada; todos os grãos, todas as colheitas, são seu alimento e sua propriedade, todas as terras – aldeias, prados, pas- tagens, florestas e selvas – são possessões suas. Ora, qual é mais rico, esse pássaro ou o homem mais próspero? Não importa quantos grãos o pás- saro tome ou dê, não se nota diminuição nos seus bens. Assim vemos claramente que a honra e a exaltação do homem devem consistir em algomais que bensmateriais. Os confortos materiais são apenas ramos, mas a raiz da conteúdo da obra: o ensina- mento especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gê- neros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desen- volvimento damediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo, em continuação de O Livro dos Espíritos. Composto de duas partes, sendo a primeira com quatro e a segunda com32 capítulos, além da esclarecedora intro- dução, a obra é um desdo- bramento natural do livro II (composto de 11 capítulos e 538 perguntas e que recebeu o títuloDomundo espírita ou mundo dos Espíritos de O Li- vro dos Espíritos), justamen- te ampliando o importante seja, estamos mais uma vez totalmente ligados a Ele. Não há o que temer, a vitória é sempre certa! Não importa o que aconteça, ou o que este- jamos passando. A Bíblia diz que Ele é a nossa luz e a nossa salvação, a Bíblia também declara que Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bempresente nas tribulações. Então, não temos o que temer. Tudo está garantido na Presença de Deus. A única coisa que temos que fazer é permanecermos firmes em Deus. Enquanto estamos n’Ele, nada pode nos tocar, nada pode nos deter, nada ver e direito inalienável e as têm em estima particular. Porém, para que as práticas de caridade estejam acima de qualquer crítica e pro- duzam frutos de libertação, é preciso que respeitem a liberdade e a dignida- de da pessoa que recebe o auxílio, cuidando para que não sejam maculadas pela intenção de vantagem pessoal, ou mesmo pelo desejo de dominação (cf. Mt 6,2-4); e que satisfaçam em primeiro lugar as exi- gências da justiça, afim de que não passe por caridade o que é devido a título de justiça (cf. Apostolicam Actuositatem, 8). São Gregório Magno en- sina em sua Regra Pastoral que “quando damos aos pobres as coisas indispen- sáveis, não praticamos com

exaltação do homem são as boas qualidades e virtudes que adornam sua realidade: são os atributos divinos, as graças celestiais, as emo- ções sublimes, o amor e o conhecimento de Deus; são a sabedoria universal, a per- cepção intelectual, as desco- bertas científicas, a justiça, a eqüidade, a veracidade, a benevolência, a coragemna- tural, a fortaleza inata. Con- sistem também em respeitar os direitos, e em cumprir promessas e convênios, em agir com retidão em todas as circunstâncias, servir à causa da verdade sob todas as condições, sacrificar a pró- pria vida pelo bem coletivo, mostrar bondade e estima para com todas as nações, seguir os ensinamentos de Deus, servir ao Reino Divino, orientar o povo, e educar as tema da mediunidade, essa capacidade humana que se apresenta em graus distin- tos, que não é doença, nem privilégio, mas compromisso de trabalho com o próprio aprimoramento e com o pro- gresso da humanidade. É obra para orientar e dis- ciplinar o uso e prática dessa sensibilidade variável e pre- sente em todo ser humano. Por isso deve ser consultada e estudada continuamente, para evitar-se os excessos do fanatismo, da crença cega e mesmo do misticismo que tantas vezes está presente nas referências aos chamados médiuns. pode impedir que as bênçãos do Senhor sejamderramadas emnossas vidas. Sónãopode- mos recuar, não podemos dar terreno ao inimigo. A Bíblia diz que se Deus é por nós, quem será contra nós? Não esqueça, o Senhor é a forta- leza da nossa vida; a quem temeremos? Não tenhamedo de absolutamente nada, pois Ele prometeu que estará co- nosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Receba hoje esta Palavra em teu coração, aproprie-se dela, e desfrute da vida em abun- dânciaqueoSenhor preparou para ti e teus amados. eles grande generosidade pessoal, mas lhe devolve- mos o que é deles. Mais que cumprir uma obra de misericórdia, saldamos um débito de justiça”. Importante ainda con- siderar que a verdadei- ra prática caritativa tem como finalidade eliminar as causas dos males, não somente os seus efeitos, isto é, todo auxílio deve ser encaminhado de tal ma- neira que os que recebem, pouco a pouco se libertem da dependência externa e sejam capazes de garantir a própria existência. A doutrina social da Igre- ja louva os esforços da humanidade para vencer a pobreza, mas alerta para o perigo das posições ideoló- gicas e dos messianismos que alimentam a ilusão de

nações e raças. Eis a prospe- ridade do mundo humano! Eis a exaltação do homem na terra! É a vida eterna, é a honra celestial! Tais virtudes só se mani- festam no homem através do poder de Deus e dos ensi- namentos divinos, pois para sua manifestação um poder sobrenatural é necessário. É possível que apareçam no mundo da natureza alguns traços dessas perfeições, mas não são sólidos ou duradou- ros; são como os raios do sol projetados na parede. Já que Deus, o Compassivo, lhe colocou sobre a cabeça uma coroa tãomaravilhosa, o homemdeve esforçar-se para que as jóias cintilantes desta coroa se tornem visíveis no mundo.” (‘Abdu’l-Bahá, Respos- tas a Algumas Perguntas). Visite o site oficial: www.bahai.org.br o consolo e o conforto moral que ilumina a vida, através de textos e verbos lúcidos que nos ajudam a compreender a vida, provindos de inteligên- cias lúcidas emoralizadas que trabalham igualmente pelo bem e pelo progresso. Para entendê-la, todavia, é preciso estudar. Pois que tam- bémé usada, quando pratica- da sem conhecimento, sem discernimento, por mentes invigilantes e descompromis- sadas com a verdade e com o bem. Équando surge a fraude, o embuste, a exploração. Daí a necessidade de conhecer em profundidade. É nossa indicação da sema- na. *OrsonPeter Carraraorsonpe- ter92@gmail.com Confira este e outros artigos em www.vozesespiritas.com.br Dia09/12/18, às 8.30hs venha aonosso9°EncontrodeCoraise grupo de Canto e Louvor. Faça isto, examine as pos- sibilidades, experimente a amar e se importar com as pessoas e verás como tua vida também será melhor e com maior sentido, pois pais e mães intercedem por nós. Tenham uma abençoada semana. Nossos endereços: Dourados na Rua Lúcio Nu- nes Stein esquina Benjamim Constant. Em Amambai Rua Sete de Setembro, 4290. *Eri- velton Demari – Pastor na IECLB – eriveltonsdemari@yahoo.com. br - www.luteranos.com.br que se possa suprimir por completo a pobreza deste mundo, o que acontecerá somente na segunda vinda de Cristo (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igre- ja, 183). Por fim, lembramos as palavras do Papa Francis- co: “Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o cla- mor do pobre e socorrê- -lo” (Evangelii gaudium, 187). Nossa esperança de um futuro melhor, move- -nos, pela fé, à humanidade vivida na caridade. *Dom Edney Gouvêa Mattoso - Bispo de Nova Friburgo (RJ)

za, a perfeição da terra está em seu verdor e sua fertilida- de, graças às nuvens prima- veris. Crescem as plantas, as flores e ervas fragrantes; as árvores frutíferas floresceme dão frutos novos e frescos. Os jardins e os prados tornam- -se belos; vestem-se de ver- de montanhas e planícies; campos, aldeias e cidades são embelezadas. Eis a pros- peridade domundomineral. A culminância da exalta- ção, a perfeição do mundo vegetal, pode-se resumir numa árvore que cresce à margem de uma corrente

A exaltação do mundo ani- mal consiste em possuir membros, órgãos e sentidos perfeitos, e em satisfazer todas as necessidades. Nisso consiste sua glória suprema, sua honra, sua exaltação. Assim, a maior felicidade para um animal consiste na posse de um prado verde e fértil, uma corrente de água pura, uma floresta verdejan- te, encantadora. Tendo isso,

O maior tratado S im, ele é o maior tratado sobremediu- nidade, já publicado. É o segundo livro da Codificação Espírita e surgiu em 1861, quatro anos depois de O Livro dos Espíritos. (63,5,7,602

clusividade nem invenção do Espiritismo. Trata-se de uma capacidade humana, estudada e orientada pela Doutrina Espírita, pois que lhe constitui um dos pilares de seus fundamentos. A co- municabilidade dos espíritos liga-se à nossa condição de imortalidade e, sendo que to- dos somos espíritos, o fato de habitarmos outra dimensão não nos separa dos laços de afeto ou desafeto, daí o per- manente intercâmbio entre os planos dos encarnados e dos espíritos. Imagina-se, equivocada- mente, que os espíritos são seres envoltos em fumaça ou que aparecem revestindo lençóis esvoaçantes comdois furos no lugar dos olhos. Não! Os Espíritos somos todos nós, medo? O SENHOR é a forta- leza da minha vida; a quem temerei”? Esta palavra nos faz lembrar do fato de que o ser humano em toda a sua existência, sempre temeu muitas coisas. Sempre teve medo daquilo que via, ouvia, e atémesmo, daquilo que não via, ou desconhecia. Isso veio a acontecer desde que omes- mo se entregou à tentação e ao pecado ainda lá no Jardim do Édem. Você deve se lembrar de quando Deus veio para con- versar com o homem logo após ter sido consumado o pecado; Adão teve medo. É das as categorias e de todo o lugar a fim de alimentar sua esperança e confiança num futuro melhor para si e seus filhos. O Santo Padre, ainda reconheceu que esta é apenas uma pequena gota de água no deserto da pobreza, mas é, ao mesmo tempo, um alerta para toda a humanidade de que é urgente o despertar para solidariedade (cf. Mensa- gem para o II Dia Mundial dos Pobres) A Santa Igreja adverte que o cuidado para com os pobres não pode estar limitado a um mero assis- tencialismo. “Somos cha- mados a descobrir Cristo neles: não só a emprestar- -lhes a nossa voz nas suas causas, mas também a ser seus amigos, a escutá-los, a compreendê-los e a aco-

Falamos sobre O Livro dos Médiuns, a notável obra da Codificação, que contém os fundamentos doutrinários do Espiritismo sobre essa facul- dade humana que nada mais é do que a do intercâmbio entre o plano daqueles que estão encarnados e, portanto, utilizando corpos carnais, e os espíritos, aqueles que já deixaram o mundo físico. A mediunidade não é ex-

Foi através dela que sur- giu a Codificação Espírita. É através dela que vieram e continuama vir as instruções, O SENHOR é a minha luz e a minha salvação

O lá,bomdiaamados por Jesus Cristo. Quero saudá-los /com as palavras Bíblicas de Efésios 1.4, onde interpretando le- mos: “Este é o milagre dos milagres: que o amor de Deus veio a nós e construiu uma ponte, Jesus, antes de qual- quer tentativa nossa de ir ao encontro Dele”. Amigo leitor, no Salmo 27.1 o salmista diz: “O SE- NHOR é a minha luz e a mi- nha salvação; de quem terei ,*5(-$/87(5$1$ C aros amigos, no último domingo (18/11) celebra- mos o II Dia Mun- dial do Pobre, uma ação da Igreja em favor dos que, desprovidos de condi- ções necessárias para uma vida realmente humana, têm sua dignidade ferida. A Igreja, sempre atenta aos rumos da vida humana na sociedade, convida seus filhos a saírem de si, olha- rem ao redor e contempla- rem a figura de Cristo em todos os irmãos, principal- mente nos que sofreme são marginalizados. Em mensagem, o Papa Francisco disse que este dia pretende ser uma pequena resposta aos pobres de to- ,*5(-$&$7Í/,&$

A caridade cristã

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