INOVAÇÃO
Petrobras prevê investimento superior a R$150 milhões em caracterização geológica do Pré-Sal com projeto Libra Rocks
Petrobras e os parceiros do Con- sórcio de Libra investirão cerca de R$151 milhões no projeto Libra
tizar o processamento de dados geológicos. A tecnologia permitirá a construção de modelos conceituais detalhados das rochas carbonáticas da área de Libra, assim como formas de analisar rochas com métodos diferentes dos empregados atualmente. A iniciativa visa estudar a origem, composi- ção, estrutura e transformação das rochas, para compreender características como a distribuição dos poros (espaços vazios), e a permeabilidade (a capacidade de permitir a passagem de fluidos). Além disso, aumentar o conhecimento sobre a evolução geológi- ca relacionada à abertura do Atlântico Sul, decorrente da separação entre o Brasil e a África. A utilização de equipamentos de alta precisão e métodos modernos permitirá análises detalhadas e resultados mais confi- áveis, consolidando o campo de Mero como referência em inovação e tecnologia no setor de petróleo e gás. Outro destaque é a “Rocha Digital”, que con- siste na utilização de imagens de altíssima resolução para criar réplicas 3D de amostras de rochas, ampliando a capacidade de carac- terização de rochas reservatório de petróleo. O reservatório do campo está entre os mais estudados no Brasil devido ao seu potencial produtivo e desafios tecnológicos. Localizado a profundidades que variam de 5.000 a 6.000 metros abaixo do nível do mar, e em lâminas d’água de 1.800 e 2.000 m, destaca-se por condições singulares, como alta salinidade e elevado teor de CO₂.
Rocks para o desenvolvimento de tecno- logias inovadoras e a criação de modelos geológicos conceituais a serem aplicados em Mero, terceiro maior campo da Petrobras, localizado no pré-sal da Bacia de Santos. O Libra Rocks estabelece parceria estratégica entre o Consórcio e a Universidade de Brasí- lia (UnB), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). “O Libra Rocks tem potencial para reduzir incertezas na curva de produção, aumentar a eficiência no gerenciamento de reserva- tórios, otimizar a locação de novos poços e aprimorar o conhecimento sobre o timing de entrada do CO₂ e carga de óleo no reser- vatório”, avalia o Gerente Executivo de Libra, Bruno Moczydlower. Segundo Bruno, o projeto, com duração de quatro anos, promete transformar a abor- dagem científica e tecnológica na área de exploração e produção de petróleo. Os conhecimentos adquiridos poderão ser aplicados diretamente na área de negócios, com potencial para aumentar o fator de recuperação e aumento de eficiência no gerenciamento de reservatórios. Entre as principais inovações, destaca-se o uso de inteligência artificial para o desenvol- vimento de algoritmos capazes de automa-
Foto: Divulgação
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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