A neurociência reconhece fortemente o impacto que a autoi- magem e a identidade têm na vida de uma pessoa. O cérebro mol - da quem somos com base na forma como nos percebemos, e essa identidade pode tanto fortalecer quanto limitar o nosso potencial. A autoimagem é reforçada pelas nossas crenças, pelas inter- pretações que, ao longo da vida, demos a todas as experiências vi - vidas, às memórias e às emoções sobre quem acreditamos ser, tudo registrado em circuitos cerebrais. Do pensamento e das representações internas, passamos à linguagem ou ao diálogo interno, a comunicação que, a todo mo- mento, responde aos pensamentos de forma sequencial. Assim, quando alguém repete internamente “eu sou capaz” — ou o contrário dessa afirmação — o cérebro reforça essas redes neurais, como verdadeiros caminhos abertos: trilhas mentais que ficam cada vez mais fortes quanto mais são utilizadas. Isso é a neuroplasticidade em ação . Estamos então criando a todo tempo um ciclo: Identidade (como me vejo) → Emoções (como me sinto) → Comportamentos (como reajo a tudo isso, respostas emocionais)→Resultados (retornos, ganhos e perdas) → Reforço da identidade
A forma como você se vê determina o que é capaz de fazer.
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