E-book Eu vejo você

humanos que somos, os casais passarem por conflitos, desentendi - mentos. Talvez a mulher, em algum momento, não se sentisse mais amada pelo homem. Mas isso não significa que esse homem, de quem ela já não se sentia amada, não amasse o próprio filho. Mas o filho compra a dor da mãe . Mesmo que a mãe não diga nada. Mesmo que ela não conte o que está acontecendo de fato. O filho sente tudo , porque existe uma ligação emocional profunda. Afinal de contas, foram nove meses sentindo as emoções da mãe . Tudo o que ela sentiu, o filho também sentiu. Então, o que aconteceu na gestação já determinou as primei- ras experiências emocionais desse bebê. Tudo o que aconteceu na- quela casa, a voz do pai, as conversas, os silêncios, o bebê escutou. Durante os nove meses ali. E tudo o que a mãe experimentou, ale- gria, medo, tristeza, raiva, culpa, porque a gravidez é uma monta- nha-russa de emoções, o bebê absorveu. Não foi na primeira infância. Começou tudo lá na gestação. Esse bebê deu uma interpretação muito particular a tudo o que estava recebendo. Ele interpretou amor ou rejeição, abandono, traição, injustiça. As feridas emocionais gravadas como programas emocionais, a gravação do filme que será assistido durante toda a vida. E aí, talvez você precise conversar com a sua mãe para com - preender mais sobre você mesmo e editar esse filme saindo de uma interpretação de dor e aceitando o amor na sua vida. Entender como foi a sua gestação , como estava o casamento dela, como estava a vida financeira, a saúde física dela, do seu pai, sobre o que eles conversavam, quais eram os desafios que essa família enfrentava. Tudo isso pode te ajudar a compreender, hoje, sua relação com o dinheiro, com os relacionamentos amorosos, com o trabalho. Qual foi o significado que você deu, ainda na gestação, para esses papéis sociais que hoje você desempenha?

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