Revista digital Oil & Gas Brasil nº 72

OFFSHORE

Petróleo é o principal produto da exportação brasileira pelo segundo ano consecutivo e IBP projeta novo ciclo de expansão até 2029 Indústria de óleo e gás garantiu protagonismo na balança comercial nacional em 2024 e 2025 e é peça-chave para a segurança energética global diante das tensões geopolíticas na América do Sul.

sifica o atual momento como um “ponto de inflexão” para a indústria. Em 2024, o setor já havia gerado um superávit líquido de US$ 36,3 bilhões e arrecadado mais de R$ 98 bilhões em royalties e participações especiais. Cenário geopolítico e segurança energética O protagonismo brasileiro ganha ainda mais relevância frente às recentes tensões na Ve- nezuela. Com a incerteza sobre o fluxo de suprimentos na região caribenha, o mercado global volta os olhos para produtores está- veis. Roberto Ardenghy, presidente do IBP, ressalta que o Brasil, como 8º maior produtor mundial, é um pilar de segurança energética. “A indústria brasileira de óleo e gás é um motor de crescimento e inserção estratégi- ca. Em um mundo marcado por volatilidade geopolítica, nossa produção sustentável — especialmente no pré-sal, que emite metade do carbono da média mundial — oferece a confiabilidade que o mercado global demanda”, afirma Ardenghy.

Empregos: O setor deve sustentar 483 mil postos de trabalho no próximo ano.

Arrecadação: Até 2029, a arrecadação governamental total do setor pode alcançar US$ 42,3 bilhões anuais. Liderança na transição energética Além do impacto fiscal e cambial, o IBP destaca que o setor lidera a descarbonização no país. O Brasil é o 2º maior produtor de biocom- bustíveis do mundo e avança em tecno- logias de vanguarda, como a Captura e Armazenamento de Carbono (CCUS) e o potencial de 1.200 GW em eólicas offshore. “A transição energética brasileira ganha tração no Brasil, sendo viabilizada pela com- petitividade e pelos recursos gerados pela própria indústria de óleo e gás”, conclui o executivo. Principais produtos da balança comercial brasileira (dados 2025)

Este valor, embora represente uma leve retração frente ao recorde histórico de US$ 44,8 bilhões registrado em 2024, rati- fica a resiliência desta indústria, que segue superando complexos como o da soja e o do minério de ferro. O resultado consolida uma trajetória de protagonismo e reforça o papel estratégico da indústria de óleo e gás para a estabilidade econômica nacional. De acordo com informações do Governo Federal, o setor de petróleo foi decisivo para o saldo comercial do país. Este desem- penho está em linha com o Outlook IBP 2025-2029, estudo do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) que clas-

Projeções de crescimento (2025-2029)

O IBP projeta que o ciclo de expansão está apenas começando:

elo segundo ano consecutivo, o petróleo bruto reafirmou sua posição como o item número um

Pico de Produção: A expectativa é atingir 4,2 milhões de barris por dia em 2028.

da pauta de exportações do Brasil. Dados oficiais da balança comercial de 2025, divulgados nesta semana, confirmam que o insumo superou a soja e outros produtos tradicionais, alcançando o valor de US$ 44,6 bilhões em vendas externas.

Investimentos: Prevê-se um pico de US$ 21,3 bilhões em investimentos no upstream já em 2026.

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