Revista digital Oil & Gas Brasil nº 72

INDÚSTRIA NAVAL E OFFSHORE

Com isso, a frota de gaseiros da Transpetro irá subir de seis para 14, triplicando a atual capacidade de transporte de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e derivados. As encomendas consideram o aumento da produção de gás natural no país e atendem às necessidades da Petrobras, tanto na costa brasileira quanto na navegação fluvial, como já ocorre na Região Norte e na Lagoa dos Patos (RS). Os novos gaseiros serão até 20% mais efi- cientes no consumo de energia, reduzirão as emissões de gases de efeito estufa em 30% e poderão operar em portos eletrificados. O lançamento da primeira unidade está pre- visto até 33 meses após o início das obras, com novas entregas a cada 6 meses.

Os contratos assinados têm potencial para gerar mais de 9 mil empregos diretos e indi- retos, revitalizar a indústria naval e mobilizar a cadeia produtiva desse segmento do país. Ver os polos navais nacionais sendo retoma- dos, sem dúvida, é motivo de orgulho para todos nós brasileiros”, enfatiza Bacci. Navios gaseiros Os navios gaseiros foram contratados por meio de licitação aberta e internacional, em dois lotes com oito embarcações no total. O estaleiro Rio Grande foi contratado para construir cinco navios pressurizados desti- nados ao transporte de GLP e de derivados: três com capacidade de 7 mil m³ e dois com 14 mil m³. O investimento total nessas cons- truções totaliza R$ 2,2 bilhões.

Barcaças e empurradores A Transpetro também assina os contratos para aquisição de 18 barcaças e 18 empur- radores. A encomenda, que representa um investimento de R$ 620,6 milhões, marca a entrada da Transpetro na navegação interior (águas abrigadas ou parcialmente abrigadas, como rios, lagos, canais, baías e lagoas), o que consolida a companhia como uma das principais operadoras de transporte de deri- vados de petróleo e de biocombustíveis no modal fluvial. O novo modelo de negócio viabilizará a verticalização da operação de bunkering, permitindo à Transpetro dispor de uma frota própria para abastecimento em polos es- tratégicos como Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). Essa integração assegura maior controle operacional, otimização de custos e ganhos de eficiência logística. Dois estaleiros nacionais foram vencedores do processo licitatório. O estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, de Manaus (AM), será responsável pela construção das 18 barcaças, com a entrega da primeira unidade prevista três meses após o início da obra. Do total contratado, dez possuirão ca- pacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito, de 2 mil TPB. O estaleiro Indústria Naval Catarinense, localizado em Navegantes (SC), construirá os 18 empurradores, com a entrega inicial programada para 10 meses após o início da fabricação.

Programa Mar Aberto O programa Mar Aberto reafirma o compro- misso do Sistema Petrobras com a renovação e ampliação da frota nacional e desempenha papel fundamental na logística das opera- ções e no fortalecimento da indústria naval brasileira, em alinhamento com os objetivos da Transição Energética Justa. Com aportes estimados em US$ 6 bilhões no período de 2026 a 2030, a iniciativa contempla a construção de 20 navios de cabotagem, além de 18 barcaças e 18 empurradores, bem como a previsão de afretamento de 40 novas embarcações de apoio destinadas à renovação da frota de suporte às atividades de exploração e produção (E&P).

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

46

47

REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL

REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL

Made with FlippingBook Ebook Creator