Revista digital Oil & Gas Brasil nº 72

MATÉRIA DE CAPA

A área total da jazida é de cerca de 1600 km2, o que corresponde a 8.790 estádios do Maracanã. FPSO Cidade de Angra dos Reis * Início de operação: outubro de 2010 * Capacidade de produção de óleo: ~100.000 barris/dia * Capacidade de processamento de gás: ~5 milhões de m³/dia * Capacidade de armazenamento: ~1,6 milhão de barris * Observação: primeira unidade definitiva do campo, marco da transição do pré-sal para produção em escala comercial.

anúncio de que o campo de Tupi/Iracema, no pré-sal da bacia de Santos, superou de

novo a marca de um milhão de barris de petróleo por dia (bpd), em janeiro desse ano, não surpreendeu quem estava ciente do enorme potencial desse megacampo pioneiro e frustrou aqueles que vaticina- vam o ‘declínio’ do ativo nessa década. Afinal, desde 2021 o campo de Tupi não ultrapassava esse marco da produção em um único campo offshore no país. O primeiro foi em agosto de 2019, quando atingiu 1,091 milhão de bpd, seis meses após a instalação da P-67, nova e última plataforma do sistema definitivo de Tupi, com capacidade de produção diária de até 150 mil barris de óleo e processamento de 6 milhões de m³ de gás natural. Em um período de 24 meses, Tupi cravou mais de um milhão de barris 12 vezes, ba- tendo novo recorde em dezembro de 2019 – quando produziu 1,141 mil bpd, volume jamais igualado em um único campo, até agora. A última vez havia sido em setembro de 2021. Até ‘cravar’ novo recorde, em janeiro desse ano. O desempenho de Tupi se deve à sua frota de nove FPSOs, que em conjunto somam uma capacidade de produção de 1,27 mi- lhão de bpd e 64 milhões de metros m³ de gás natural. O campo de Tupi/Iracema representa cerca de 23% da produção da Petrobras. Ao todo, são 9 unidades em opera- ção e profundidade total de 7 mil metros, ou o equivalente a 184 estátuas do Cristo Redentor.

P 69: pode produzir até 150 mil barris de óleo por dia, processar 6 milhões de m³ de gás natural por dia e armazenar 1,6 milhão de barris de óleo

Tupi, o ativo rei do pré-sal

Prestes a completar 16 anos de produção em maio, o primeiro campo em operação no pré-sal, que abriu caminho para a exploração dessa nova fronteira, considerada então a maior descoberta em 50 anos, vem reiterando sua posição como o ativo-rei do offshore brasileiro.

Por Julia Vaz e Fabiano Reis

Foto: Divulgação

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