ENTREVISTA
Acelerando, do P&D ao produto final Entrevista, Eduardo Costa, CEO da ouronova
EC:
e disponibilizar para o mercado soluções disruptivas que vêm sendo utilizadas em projetos do pré-sal. Inclusive em Tupi, pois é fornecedora de uma das dez tecnologias uti- lizadas no pré-sal, que assegurou à Petrobras o prêmio OTC Awards em 2015. “Temos forte expertise em fazer PD&I e ca- pacidade de transformar isso em produtos prontos para serem utilizados pela indústria de óleo e gás”, afiança o CEO da ouronova, Eduardo Costa. Os fatos confirmam isso. A deeptech é a em- presa brasileira não operadora com o maior volume de recursos da cláusula de P&D em projetos desenvolvidos em parceria com operadoras como Petrobras, Shell, Repsol Si- nopec Brasil, Equinor, Galp. E apresenta um portfólio diversificado de novas tecnolo- gias para distintas atividades na exploração e produção, do topside ao poço, indo mais além, no midstream, com seus robôs de ins- peção. O que vem lhe assegurando novos contratos não somente com operadoras mas também com fornecedores globais de bens e serviços para a indústria de óleo e gás, bem como no- vos projetos de P&D – ainda sendo firmados nesse início do ano. “Ainda que não possa- mos detalhar o que está sendo consolidado, podemos dizer que, como Tupi, iniciamos o ano com novos marcos”, diz Eduardo Costa. O&GB: Vocês completaram 15 anos em outubro passado, com uma trajetória de su- cesso consagrada por parcerias e contratos com grandes operadoras. Como a ouronova se posiciona hoje?
Somos uma deeptech que se tornou parceira estratégica em PD&I e uma fornecedora local de soluções prontas para atender ao mercado. Ou seja: desenvolve- mos tecnologia proprietária baseada em engenharia avançada; entregamos produ- tos físicos e digitais de alta complexidade (MODA, Wellnova, robôs, sistemas de com- pletação inteligente de poços), para serem utilizadas em ambientes críticos. Combinar estas duas competências é mandatório em qualquer deeptech que pretenda se conso- lidar no mercado, que hoje tem consciência de que temos a capacidade de criar tecno- logia de fronteira e a habilidade de entregar produtos prontos, competitivos, alguns dos quais já testados em operações reais. O&GB: O que vem diferenciando a ouro- nova de outras no mercado? EC: Acredito que o maior diferencial é o fato de, ao longo desses mais de 15 anos, termos desenvolvido essa expertise, de partir de um problema complexo — muitas vezes inédito na indústria — e percorrer todo o ciclo de P&D com profundidade científica, rigor de engenharia e disciplina de validação em dis- tintas áreas: engenharia de poço, inspeção robótica, monitoramento de risers, opera- ções subsea, descarbonização. Ou seja, não estamos baseados, focados em uma única tecnologia. O que nos possibilita isso é uma equipe desenvolvedora multidisciplinar que busca transformar desafios técnicos relacionados a poços, integridade de risers, manutenção
Por Julia Vaz
om novos contratos com a Petro- bras, que somam quase R$30 mi- lhões, e a marca de mais de R$200
A empresa completou 15 anos em outubro, quando o Brasil superou a marca de 4 mi- lhões de barris de petróleo –marco consoli- dado graças ao avanço do pré-sal a partir da descoberta e desenvolvimento do campo de Tupi, iniciado em 2009. Um ambiente no qual a ouronova foi ‘gestada’ e no qual vem consolidando uma trajetória campeã ao criar
milhões em projetos, com recursos gerados pela cláusula de PD&I, a ouronova reafirma sua posição como uma parceria estratégica tanto de negócios como de pesquisa junto à indústria de óleo e gás.
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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