ENTREVISTA
ta o fator de recuperação ao otimizar o escoamento entre zonas e, por ser total- mente elétrica, reduz complexidade e riscos associados a sistemas hidráulicos. Já o eSSV é uma válvula de Segurança insta- lada no poço, projetada para fechar automa- ticamente, em caso de emergência. É o prin- cipal elemento de barreira de segurança do poço. Essa tecnologia reduz tempo de res- posta em emergências, e, por ser totalmente elétrica, elimina linhas hidráulicas longas e complexas, melhorando a confiabilidade e reduzindo a necessidade de manutenção. O&GB: E o eSCM é um módulo de comu- nicação... . EC: Ele é mais do que isso pois é o com- ponente que distribui energia elétrica para o eICVs, eSSV e sensores, recebe dados do fundo e envia para a superfície, tendo um papel crucial na ‘comunicação’ do sistema, e envia comandos da superfície, possibilitan- do o controle de todos os equipamentos in- teligentes no fundo do poço. Ou seja: é um “hub” que conecta tudo, permitindo a ope- ração totalmente elétrica, garantindo a co- municação confiável mesmo em ambientes hostis e facilitando a automação e integração com sistemas digitais. Juntas, elas criam um poço que pode ser monitorado, controlado e protegido remotamente, com precisão e sem necessidade de sistemas hidráulicos. Enfim, todas essas tecnologias proprietárias permitem que o poço possa ser monitorado, controlado e protegido remotamente, com precisão e sem necessidade de sistemas hidráulicos.
EC: Essa é uma questão interessante, por- que embora a ouronova desenvolva siste- mas completos, muitas vezes um compo- nente específico acaba despertando grande atenção da indústria. Um exemplo claro é o nosso sistema de completação inteligente totalmente elétrico, que reúne um conjunto de tecnologias proprietárias e algumas já li- cenciadas. Hoje, tanto operadoras quanto fabricantes de equipamentos de completação reconhe- cem que a transição para sistemas totalmen- te elétricos é inevitável — e a ouronova já está pronta para atender essa demanda. O nosso sistema inclui elementos como a eICV (Electric Inflow Control Valve), a eSSV (Electric Subsurface Safety Valve) e o eSCM (Electric Subsea/Surface Control Module), formando uma arquitetura integrada, confiável e livre das limitações das linhas hidráulicas tradicio- nais. O&GB: Qua a importância dessas tecnolo- gias para a eficiência e segurança operacional? EC: O eICV é uma válvula instalada no fun- do do poço que controla quanto cada zona do reservatório produz — e faz isso sem hidráulica, usando apenas energia e comandos elétricos. Ela dispõe de um atuador elétrico que abre, fecha ou modula a passagem de fluido, de acordo com comandos enviados por cabo elétrico que vem da superfície. Essa tecnologia busca evitar intervenções caras (workover) para ajustar produção, permite gerenciar água ou gás indesejado, fechando zonas problemáticas, incremen-
Foto: Divulgação
Temos equipes especializadas atuando em toda a cadeia: desde a montagem e insta- lação do MODA ainda nas fábricas de risers, até times embarcados offshore, responsáveis por intervenções MODA Retrofit e pela análi- se avançada dos dados. Paralelamente, nos- sos desenvolvedores seguem aprimorando essa solução para aumentar ainda mais a precisão das análises e antecipar modos de falha. O&GB: O MODA recebeu o primeiro prê- mio ANP de Inovação, em 2014, e está en- tre as dez tecnologias utilizadas no pré-sal, que assegurou à Petrobras o prêmio Distin- guished Achievement Award, em 2015. Mais do que uma solução premiada podemos di- zer que é um marco no monitoramento da integridade de risers...
EC: Acredito que a combinação entre a evolução tecnológica dos fabricantes e o monitoramento contínuo proporcionado pelo MODA elevou significativamente o nível de segurança e confiabilidade desses ativos críticos. Portanto, em um cenário onde a integri- dade de risers flexíveis continua sendo um dos maiores desafios da produção offshore — especialmente em águas ultraprofundas e condições severas — o MODA realmente tem um papel crucial, faz a diferença. O&GB: Que outra tecnologia ouronova vem atraindo o interesse da indústria, se- jam operadoras ou fornecedores de bens e serviços?
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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