Revista digital Oil & Gas Brasil nº 72

ARTIGO II

Mercado de Óleo e Gás em 2026: oportunidades, desafios e a centralidade da indústria nacional Uma visão da Câmara Setorial de Equipamentos Navais e Offshore CSENO da ABIMAQ

em uma indústria nacional for- te, não há soberania energética, previsibilidade operacional nem desenvolvimento sustentável para o setor de óleo e gás.” O ano de 2026 se consolida como um mo- mento estratégico para o setor de óleo e gás no Brasil, com sinais claros de continuidade de investimentos, expansão da produção e reforço da base industrial nacional. Dados oficiais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que em novembro de 2025 o Brasil já produziu cerca de 4,921 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), com crescimento de produção anual de petróleo e gás natural, refletindo o novo patamar opera- cional do pré-sal e das atividades offshore. Esse dinamismo não é isolado: projeções da ANP também apontam que os investi- mentos na produção de petróleo e gás no Brasil podem ultrapassar R$ 600 bilhões entre 2025 e 2029, consolidando um ciclo de

Foto: Divulgação

Esses desenvolvimentos não apenas ampliam a produção, mas conectam diretamente investimentos industriais a longo prazo, gerando oportunidades para fornecedores locais de alta complexidade. A manutenção de um pipeline robusto de projetos, com datas claras de execução e en- trada em operação, é crucial para a indústria nacional ajustar sua capacidade produtiva, qualificar mão de obra e garantir competiti- vidade técnica e de custo. Essa previsibilidade é um dos pilares da estratégia industrial que a CSENO/ABIMAQ defende, pois permite a indústria planejar investimentos, contratações e desenvolvi- mento tecnológico com horizonte de médio e longo prazo.

demanda por ativos, serviços e inovação industrial. Para a CSENO/ABIMAQ, essa realidade reforça um ponto crucial: a com- petitividade e o fortalecimento da indústria nacional são pré-requisitos para transformar essas oportunidades em desenvolvimento sustentável. Novas plataformas e a retomada dos investimentos estruturantes A retomada de plataformas em operação e o cronograma de novos projetos refletem a maturidade técnica do segmento offshore brasileiro. Várias unidades de produção — in- cluindo FPSOs e equipamentos integrados — continuam a entrar em operação, elevando a capacidade de extração e respondendo pelo protagonismo do Brasil no mercado global.

92

93

REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL

REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL

Made with FlippingBook Ebook Creator