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ESPAÇO ECUMÊNICO

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Dourados, quarta-feira 23.1.2019 O PROGRESSO

Batismo é necessário ou desnecessário? P ergunta – Será a ablu- ção do batismo útil e necessária, ou inútil e desnecessária? No primeiro caso, se é útil, possibilidade de se equiparar o tempo de Cristo com o de Moisés. As condições e as ne- cessidades eramoutras, com- pletamentemudadas. Mister, pois, se tornou a revogação das leis anteriores. )ž%$+»jÜ é exigida pelo estado do pa- ciente, e prova, sem dúvida, a habilidade do médico.

revogada. Assim, Cristo não guardou o sábado, e proibiu o divórcio. Após Cristo, qua- tro discípulos, entre os quais Pedro e Paulo, permitiram o uso de alimento animal proi- bido pela Bíblia, condenando apenas as “carnes sufocadas”, a carne dos animais sacrifi- cados a ídolos, e o sangue. Proibiram tambéma fornica- ção. Mantiveramestes quatro mandamentos. Mais tarde, Paulo permitiu que se co- messe até a carne de animais “sufocados” ou sacrificados, e o sangue, mantendo somente a proibição da fornicação. Assim, no Capítulo XIV, ver- sículo 14, de sua Epístola aos Romanos, Paulo escreveu: “Sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, senão para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda.” Também na Epístola de Paulo a Tito, capítulo I, versí- culo 15: “Todas as coisas são puras, para os puros, mas nada é puro para os conta- minados e infiéis; antes, o seu entendimento e consciência estão contaminados.” Ora, essas mudanças e re- vogações são devidas à im- “(...) muita gente pensa que ser humilde é não ter personalidade. O próprio Cristo, que foi o Cristo, o bom, o justo por excelência, não abriumão de Suas ideias, não recuou diante das difi- culdades... se Ele não tivesse personalidade, naturalmente ficaria acomodado à situação e não teria suportado o que suportou em defesa do ideal que O iluminava. No enten- der de muitas pessoas, o que, aliás, está muito errado, ser humilde é dizer amém a tudo, é ficar bem com todos, ainda que tenha de sacrificar asmais fortes razões da cons- ciência. Não foi isto o que o Cristo ensinou. Nem foi isto comigo que desde o trágico onze de setembro ninguém mais sente-se seguro. O sis- tema de segurança dos ae- roportos tem aumentado escandalosamente. Longas e desagradáveis filas, malas que são abertas e revisadas, passageiros interrogados, em fim. Hoje, requer-se muita paciência e tempo, desde o momento em que você che- ga ao aeroporto até o avião decolar. Os governos dos Estados Unidos e da Ingla- terra, solicitaram aos devi- dos congressos o aumento drástico do orçamento para segurança. Outros governos fizeram o mesmo e todos te, cresce um indiferentismo diante do sofrimento alheio. A própria vida humana tem pouco ou nenhum valor para muitos. Na verdade, a vida entrou na dinâmica da cultu- ra do descartável. Mas é fato também que nos deparamos com muitos gestos generosos de solidariedade para com os mais pobres e sofridos. Seria muito bom que o ser humano espontaneamente desenvol- vesse essa sensibilidade para com o outro e soubesse viver a partilha como algo natural. Contudo, não é o que acon- tece, pois isso supõe famílias que sejammovidas por valores

é motivo de fé ou conversão, mas um simples costume? No tempo de João Batista não era assim; antes de tudo, ele exortava o povo, incutia-lhe o arrependimento, e conduzia- -o a desejar e a aguardar com vigilância a vinda de Cristo. Quem recebia o batismo e se arrependia dos pecados com absoluta humildade, também purificava seu corpo, lavava- -o das impurezas externas. E dia e noite, constantemente, esperava com grande anelo a manifestação de Cristo, e a entrada no Reino do Espírito de Deus. Emresumo: queremos dizer que mudanças e modifica- ções nas circunstâncias e nas necessidades das diferentes épocas constituem motivo de revogação das leis, por- que chega um tempo em que estas já não se adaptam às exigências da época. Que grande diferença entre as necessidades dos primeiros séculos, da Idade Média e as dos tempos modernos! Seria possível executar hoje as leis dos primeiros séculos? É claro que seria impossível, impra- ticável. Da mesma maneira, futuramente, após alguns fundamentais do Evangelho. Vou dar um exemplo disto: quando alguém toma atitu- de, porque tem personalida- de, e não está conformado com isto ou aquilo, logo se diz que é um antifraternista, que é um demolidor, etc. Pouco falta para se chamar o companheiro de umherético ou pecador público, simples- mente porque é sincero, é idealista, e diz o que pensa. É preciso que se compre- enda a situação de cada um de nós, em face da respon- sabilidade própria. Tomar uma atitude contra qualquer coisa venha de onde vier, não quer dizer que se pretenda destruir seja o que for. É agir quando está ultrapassando a velocidade prudente. Salomão conhecia por ex- periência própria a dor e a tristeza que o pecado trás. Ele desviou-se do caminho certo nalgum momento da vida. Teve suas noites de desespero e angústia, sentiu o peso da culpa batendo impiedosamente no seu co- ração, mas finalmente achou perdão e restauração em Jesus. Por isso hoje, volte os seus olhos para os conselhos divinos, e antes de sair para suas atividades lembre-se que: “Então andarás seguro no teu caminho e não trope- çará o teu pé.” de. Diante disso, outra figura que vemcontagiando amuitos é o Papa Francisco que, com simples gestos e palavras, vai mostrando como viver segun- do os ensinamentos de Jesus Cristo. Seus gestos de amor e solidariedade para com os mais pobres e fragilizados calam fortemente em muitos corações. Mas, basta também olharmos ao nosso redor para vermos que muitos católicos e não católicos, cristãos e não cristãos estão realizando mui- tos projetos voltados para a defesa e promoção da vida dos que mais precisam. É louvável ver pessoas preocupadas com

séculos, as necessidades não serão as mesmas de agora; e sem dúvida haverá mudan- ças, alterações. Na Europa as leis têmsido constantemente alteradas, modificadas; em tempos idos, quantas leis existiam nos sistemas euro- peus que são hoje obsoletas! Essas mudanças são devidas a variações nos pensamentos, circunstâncias e costumes. Se assim não fosse, a prosperi- dade domundo humano ver- -se-ia detida em sua marcha. No Pentateuco há uma lei condenando à morte quem violar o sábado. Ainda mais, há dez sentenças de morte no Pentateuco. Seria possível conservarmos essas leis em nossos tempos? Claro que não; seria absolutamente impossível. Há, pois, mudan- ças e modificações nas leis, e essas são uma prova sufi- ciente da suprema sabedoria de Deus. Este assunto exige profunda meditação. Só assim, a causa dessasmudanças tornar-se-á evidente. Bem-aventurados os que refletem! (‘Abdu’l-Bahá, Respos- tas a Algumas Perguntas). Visite o site oficial: www.bahai.org.br sinceramente, de acordo com a consciência. Já é tempo de se acabar coma suposição ou com o sofisma de que, para praticar a humildade, é ne- cessário curvar-se a tudo ou abdicar do direito de pensar e falar abertamente. Há, entre nós, uma noção muito falsa de humildade, para encobrir muita coisa ruim. (...)” Coincidência ou não, o texto foi publicado em 1964 e parece-nos preciso ser re- publicado novamente, face à excessiva valorização de valores transitórios, com desprezo aos valores reais e morais, aqueles que per- manecem. *Autor: Orson Peter Carrara Dia 09/12/18, às 8.30hs ve- nha ao nosso 9° Encontro de Corais e grupo de Canto e Louvor. Faça isto, examine as pos- sibilidades, experimente a amar e se importar com as pessoas e verás como tua vida também será melhor e com maior sentido, pois pais e mães intercedem por nós. Tenhamuma abençoada semana. Nossos endereços: Dourados na Rua Lúcio Nu- nes Stein esquina Benjamim Constant. Em Amambai Rua Sete de Setembro, 4290. *Eri- velton Demari – Pastor na IECLB – eriveltonsdemari@yahoo.com. br - www.luteranos.com.br os moradores de rua, pessoas dedicadas aos enfermos, aos dependentes químicos, pesso- as que assistem e ajudam com amor famílias em situações de vulnerabilidade social e tantos outros grupos que temos e ne- cessitam de atenção especial. Que possamos, portanto, deixar-nos ser educados por tantos bons exemplos na his- tória em vista da construção de um mundo mais humano, solidário onde todos tenham acesso aos direitos de uma vida digna conforme o projeto de Deus. *Dom Aparecido Donizeti - Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre (RS)

Reflitamos: seria possível executar na época atual a Lei do Velho Testamento? Não, em nome de Deus! Seria im- possível, impraticável. Foi por isso, certamente, que Deus a revogou na era de Cristo. Lembremo-nos também que o batismo no tempo de João Batista, visava despertar o povo, exortando-o a se arre- pender de todos os pecados, e a esperar vigilantemente a vinda do Reino de Cristo. Na »WMETSV¦QSWGEX›PMGSWISW adeptos da Igreja Ortodoxa mergulhavam as crianças recém-nascidas emáguamis- turada com azeite de oliva, e isso provoca tamanho abalo que elas se agitam, e muitas adoecem. Em outros lugares, o sacerdote deixa cair a água batismal sobre a fronte. En- tretanto, nem de um modo, nem de outro, recebem as crianças qualquer benefício espiritual. Qual o resultado obtido, então? Não falta quem se admire e pergunte: Por que mergulhar a criancinha na água, se isso não a des- perta espiritualmente, nem ximo ou remoto. Isto, porém, não é procedimento compa- tível com a ética cristã. Não tenho receio das pessoas que tomamatitudes francas, para um lado ou para outro; mas tenho muito cuidado com os que ficam mornos, pois foi para estes que o Cristo chamou a atenção de Seus seguidores. Se o Cristo disse que o nosso falar deve ser ‘sim sim’ e ‘não não’, é claro que, com isto, reconheceu que o ho- memdeve ter personalidade. Vejo e ouço, constantemente, citar-se o Evangelho, mas tambémnoto quemuita gen- te ainda não compreendeu o sentido de certas máximas tino final é salvação ou perdi- ção, vida ou morte eterna. O sábio menciona uma “segu- rança” que não custa nada. É oferecida gratuitamente a todas as pessoas sinceras e humildes que estão dispostas a ouvir os conselhos divinos. O caminho desta vida está cheio de arapucas, e placas mentirosas tentando tirá-lo do caminho certo. Curvas acentuadas, defeitos na pista e perigos mil, por todos os lados. O propósito dos ensi- namentos divinos é abrir os seus olhos para você não tro- peçar, dar-lhe visão para não se aproximar temerariamen- te do abismo, advertir-lhe dos mais necessitados. Dentre tantas pessoas, lembro com carinho de nossa saudosa Dra. Zilda Arns Neumann, médica pediatra e sanitarista brasilei- ra, que faleceu em Porto Prín- cipe, Haiti, no dia 12 de janeiro de 2010, durante uma palestra sobre seu trabalho na Pastoral da Criança. Seu testemunho de doação e amor para com os mais necessitados deixou uma profundamarca de Deus tanto para a Igreja como para toda a humanidade.Ainda, é signifi- cativo lembrar que o exemplo e testemunho será sempre a melhor forma para educar ou educar-se para a solidarieda-

A existência do mundo pode ser comparada à vida do homem, e os Profetas e Men- sageiros de Deus a médicos competentes. O ser humano não pode permanecer na mesma condição; está sujeito a diferentes males, cada um dos quais exige um remédio especial. O médico hábil não usa osmesmos remédios para todas as moléstias, e todos os males, porém aplica-os segundo as várias exigências das moléstias e as neces- sidades diferentes de cada constituição. Se uma pessoa tiver uma doença grave pro- veniente de uma febre, um bommédico dar-lhe-á remé- dios refrescantes; em outra época, quando suas condi- ções estiverem mudadas, e a febre for substituída por um calafrio, o mesmo médico, é claro, rejeitará o remédio refrescante e permitirá o uso de outros, de efeito contrário. Essa mudança na prescrição o que Ele praticou. Veja-se bem que o Evange- lho reprova o procedimento dos que, calculadamente, ocultam os seus pensamen- tos, isto é, não dizem o que pensam nem o que sentem, porque preferem agir na sombra! Tanto é certo que o Cristo valorizava a persona- lidade, que ele mesmo disse, e de modo direto, que a cria- tura deve ser quente ou fria; ninguém deve ser morno. Que significa isto? Significa ter personalidade, no mais alto sentido humano e es- piritual. Ficar morno é ficar indeciso, de caso pensado, é não se definir de propósito, para tirar algumpartido pró- vivem dominados por um temor escondido que inco- moda e enerva. “Andar seguro”, é vital por- que não adianta sair de casa se você não tiver a certe- za de que vai retornar. Por isso existem leis e sinais de trânsito comunicando aos condutores as informações necessárias para chegar em segurança ao seu destino. Por isso as empresas gastam for- tunas para proteger os seus executivos. Tudo para cuidar desta vida passageira e fugaz. Salomão fala no provérbio de hoje de “segurança no teu caminho”. Só que este cami- nho é o trajeto da vida. Odes- altruístas onde dedicar-se ge- nerosamente ao bem do outro predominasse nos relaciona- mentos cotidianos. A questão é que precisamos combater e superar a globalização da indiferença que toma conta de nossos corações. A exemplo da viúva, con- forme o Evangelho de São Marcos, que se encontrava no Templo e soube dar um testemunho de generosidade, provocando elogios da parte de Jesus, podemos também recordar pessoas, que no nosso tempo, também contagiam positivamente com gestos gratuitos e generosos em favor

por que foi abandonada, e no segundo, se é inútil, por que motivo João a praticou? Resposta – A mudança de condição – as alterações, as transformações – são neces- sidades da essência dos seres, e uma necessidade essencial não pode ser separada da realidade das coisas. Não podemos, emabsoluto, isolar condições inerentes entre si, tais como o calor e o fogo, a umidade e a água, a luz e o sol. Por serem as mudanças de condição necessidades dos seres, assim, pois, devem as leis ser alteradas de acordo com as modificações dos sé- culos. No tempo de Moisés, por exemplo, Sua Lei estava em harmonia com as con- dições então prevalecentes; mas como na era de Cristo essas condições se haviam alterado, a Lei Mosaica, por não mais ser adaptável às necessidades do homem, foi

Falsa noção T rago aos leitores página preciosa do estudioso Deolin- do Amorim (1906 – 1984), que foi jor- nalista, sociólogo, publici- tário e escritor, nascido na Bahia. Pelo oportunismo do texto, bem adequado aos dias que vivemos, no quais muitos nos escondemos em diferentes máscaras e diante da crise moral que se abate sobre o País, sempre é bom refletir sobre essas questões. Peço ao leitor atenta leitura, embora a transcrição abaixo seja parcial: (63,5,7,602

Então andarás seguro

O lá, bom dia ama- dos por Jesus Cris- to. Quero saudá- -los /com as pa- lavras Bíblicas de Efésios 1.4, onde interpretan- do lemos: “Este é o milagre dos milagres: que o amor de Deus veio a nós e construiu uma ponte, Jesus, antes de qualquer tentativa nossa de ir ao encontro Dele”. Amigo leitor, em Provér- bios 3.23 lemos: “Então an- darás seguro no teu cami- nho, e não tropeçaras o teu pé...” Você há de concordar ,*5(-$/87(5$1$ J á ouvimos o dito popu- lar que “o pouco, com Deus, émuito; e omuito, semDeus é pouco”. Essa expressão que, possivel- mente, já saiu de nossos lábios nos reporta ao Evange- lho que será parte da liturgia do próximo fim de semana onde traz presente a figura de uma mulher que sabe, em sua po- breza, oferecer “tudo que pos- suía para viver” (cf. Mc 12,44). É fato que vivemos num mundomaterialista, consumis- ta e individualista. Infelizmen- ,*5(-$&$7Í/,&$

Educar-se para a solidariedade

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