necessário os detalhes sobre o por quê. O número de pessoas que leem relatórios de análise de casos de candidatos deve ser restringido – é útil ter vários leitores para obter diferentes perspectivas a respeito do trabalho de um candidato, mas esta utilidade precisa ser equilibrada com a manutenção da privacidade tanto do paciente quanto do candidato. Cabe ao instituto lembrar supervisores das questões de confidencialidade em seus relatórios. Supervisores que escrevem sobre seus supervisionados e candidatos que escrevem sobre seus pacientes devem utilizar proteção por senha ao enviar documentos por e-mail.
B: Proteção da confidencialidade de analisandos dos candidatos:
Candidatos também podem ter dificuldades em manter a confidencialidade de seus pacientes ao apresentar material clínico em aula. Pode ser difícil discernir – especialmente no início do treinamento – quais dos múltiplos detalhes de uma sessão são relevantes e quais devem ser disfarçados ou omitidos. Novos analistas podem se sentir sobrecarregados pelo material clínico com que lidam e, inconscientemente, buscar alívio ao contar mais do que é devido. Candidatos que ouvem o material clínico de seus colegas também podem ter dificuldades para conter suas respostas emocionais e devem procurar um ambiente confidencial para discuti-las. Algumas estratégias para manter a confidencialidade podem ser ensinadas, mas também há “esforços inconscientes de nós mesmos” 2 , que são mais difíceis de controlar com procedimentos e podem levar a quebras de confidencialidade – a menos que tais esforços possam ser satisfeitos de outras maneiras. Aqui, supervisores devem ser incentivados a fazer seu papel e ajudar supervisionados a pensar sobre como apresentar seus casos de maneira a revelar a verdade da situação clínica sem expor detalhes que identifiquem o paciente.
C: Ensinando confidencialidade:
A importância da confidencialidade no tratamento psicanalítico requer que candidatos estejam atentos à esta questão desde cedo em seu treinamento, identificando-a como um ponto crucial de sua prática. 1. Incluir um seminário sobre confidencialidade como parte do treinamento com os seguintes objetivos: (a) Atentar candidatos a este tema desde cedo em seu treinamento; (b) Manter esta questão viva em nossas mentes sempre que falamos de analisandos; (c) Proporcionar discussões sobre as vantagens e desvantagens dos diferentes meios com que a confidencialidade pode ser protegida durante o compartilhamento de material clínico (disfarce, consentimento informado sob um ponto de vista psicanalítico, material de casos amalgamados, autoria múltipla ou anônima etc.); (d) Proporcionar discussões sobre o contexto regulatório legal e profissional local, com exemplos de como proceder quando há ou pode haver um conflito com confidencialidade psicanalítica. 3
2. Exemplos de artigos presentes em programas de institutos incluem:
2 Relatório do Comitê de Confidencialidade da IPA, 2018, p. 7. 3 Relatório do Comitê de Confidencialidade da IPA, 2018, p. 13.
Made with FlippingBook Digital Proposal Creator