Revista digital Oil & Gas Brasil nº 79

MATÉRIA DE CAPA

Mercado concentrado, mas em transformação

das unidades produtoras. Para as empresas aéreas, isso significa necessidade perma- nente de ajustar frota, bases, manutenção e capacidade operacional. Para os aeroportos, significa adaptar infraes- trutura e serviços a uma atividade que exige disponibilidade elevada e padrões específi- cos de segurança.

sua vez, apresentou a maior taxa de cresci- mento entre os terminais destacados pelo levantamento. A competição não ocorre apenas entre aeroportos. Ela acompanha a própria trans- formação da indústria de petróleo, que distribui seus projetos por diferentes bacias e amplia a distância entre a costa e algumas

A infraestrutura por trás do barril

A logística aérea é uma das partes menos visíveis da cadeia de petróleo, mas seus nú- meros mostram a dimensão que alcançou. Entre 2022 e 2024, 2,58 milhões de passa- geiros foram transportados em operações de apoio offshore monitoradas pelo PMCTA. Em 2024, o volume anual chegou a 939.889 passageiros. Ao mesmo tempo, o Rio de Ja- neiro concentrou 92,2% dos voos analisados. Em 2026, os dados mais recentes de Macaé apontam para a continuidade dessa deman- da: 115 mil passageiros passaram pelo aero- porto apenas nos seis primeiros meses do ano, 8% acima do primeiro semestre de 2025. A expansão de Maricá e a modernização de Macaé mostram que a infraestrutura está

acompanhando a mudança da indústria. Ao mesmo tempo, o desempenho do Farol de São Tomé confirma a permanência da bacia de Campos como um dos principais centros de movimentação aérea do setor. A produção offshore depende de platafor- mas, navios, poços e sistemas submarinos. Mas depende também de uma estrutura em terra capaz de colocar pessoas no lugar certo, no horário previsto e sob condições controladas. É essa rede de aeroportos, heliportos, aero- naves e equipes especializadas que transfor- ma a distância entre a costa e as unidades marítimas em uma operação possível todos os dias.

Foto: Divulgação

Farol de São Tomé liderou com cerca de 980 mil passageiros, seguido por Jacarepa- guá, com 586 mil; Cabo Frio, com 360 mil; e Macaé, com 351 mil. A proximidade entre alguns desses números também revela uma mudança na configuração da rede. Cabo Frio, por exem- plo, ultrapassou Macaé no acumulado do período analisado pelo PMCTA. Maricá, por

O levantamento do PMCTA também eviden- cia como a geografia da produção determi- na a infraestrutura aérea. O Rio de Janeiro concentra 92,2% dos voos analisados, enquanto a bacia de Campos responde por 44,6% dos passageiros. No ranking de movimentação de passagei- ros entre 2022 e 2024, os quatro principais terminais responderam por 88% do total.

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