MATÉRIA DE CAPA
OMNI amplia operação e incorpora nova geração de helicópteros
Uma operação diferente da aviação comercial
que também reúne aeronaves como H225, S-92, H175, AW189 e AW139. A companhia informou ainda que pretende utilizar até cinco H160 no Brasil. A expansão ocorreu também por meio de novos contratos. Em abril de 2025, a OMNI iniciou uma operação para a Maersk na bacia de Santos, com 14 voos mensais utilizando um AW139, enquanto contratos anunciados para atender a Equinor preve- em três aeronaves — S-92, AW189 e H175 — para operações no campo de Bacalhau. A dimensão da empresa ajuda a explicar seu peso na logística aérea do setor. Dados di- vulgados pela própria OMNI mostram uma frota composta por nove modelos de heli- cópteros, incluindo aeronaves de grande porte e supermédias, destinadas a opera- ções offshore. A companhia mantém entre suas bases de operação estruturas voltadas ao atendimento da indústria de óleo e gás, incluindo o eixo Rio–Macaé. Há ainda uma frente tecnológica que pode mudar parte dessa logística. OMNI e Petrobras vêm testando o uso de aeronaves remotamente pilotadas para transporte de cargas entre a costa e unidades offshore. A empresa registra entre seus projetos um voo experimental realizado entre a Base de Imbetiba, em Macaé, e uma plataforma, dentro dos esforços para ampliar o uso de drones em operações marítimas.
A OMNI Táxi Aéreo vem ampliando sua atua- ção no mercado offshore brasileiro, acompa- nhando o crescimento das operações de pe- tróleo e gás nas bacias de Campos e Santos. Em março de 2025, a empresa anunciou a incorporação de três helicópteros Airbus H160 para operações offshore ligadas à Petrobras, com início previsto para maio daquele ano. O modelo, com capacidade para até 12 passageiros e alcance de 890 quilômetros, passou a integrar uma frota
coordenada antes da decolagem.
A aviação offshore tem uma lógica operacio- nal própria. Em vez de rotas regulares aber- tas ao público, os voos são programados de acordo com as necessidades das unida- des marítimas e das empresas responsáveis pelas operações. O planejamento precisa levar em conta dis- tância, autonomia, peso da aeronave, con- dições do mar e do tempo, disponibilidade do helideque e composição das equipes. A margem para improviso é pequena. As aeronaves utilizadas no segmento são submetidas a programas específicos de manutenção e operação. Entre os modelos empregados internacionalmente em mis- sões offshore estão helicópteros como o Sikorsky S-92 e os Leonardo AW139 e AW189. A escolha da aeronave depende da distância, da capacidade de passageiros, do perfil da missão e dos requisitos estabeleci- dos pelo operador. Na terra, a operação envolve pilotos, mecânicos, despachantes, meteorologistas, profissionais de segurança operacional e equipes responsáveis pelo atendimento dos passageiros. O voo é apenas a parte mais visível de uma cadeia que precisa estar
Em ambiente offshore, a segurança assu- me peso ainda maior porque boa parte das rotas ocorre sobre o mar e os pousos são realizados em helideques instalados em plataformas e embarcações. Os procedimentos de treinamento, manu- tenção, meteorologia e planejamento são, por isso, parte essencial da operação.
Foto: Divulgação
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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