OFFSHORE
RINA reforça atuação no offshore brasileiro
Warranty Surveyor (MWS), responsável por avaliar se determinadas operações maríti- mas atendiam aos requisitos técnicos, de segurança, contratuais e das seguradoras. O escopo incluiu a instalação do sistema de ancoragem do FPSO Marechal Duque de Caxias, o lançamento e a conexão de dutos rígidos, linhas flexíveis e umbilicais e a instalação da infraestrutura submari- na. A equipe também realizou inspeções de adequação das embarcações mobiliza- das para o projeto e acompanhou opera- ções de instalação no mar. O Mero 3 entrou em produção em 2024 e faz parte do desenvolvimento do Campo de Mero, um dos principais projetos do pré-sal da Bacia de Santos. O trabalho do RINA terminou em 2025, segundo o regis- tro oficial do projeto. Para uma operação dessa dimensão, a função do MWS é diferente da de uma empresa contratada simplesmente para executar uma instalação. O trabalho envolve uma avaliação independente das condições em que a operação será realizada. Antes da mobilização, procedi- mentos e equipamentos são examinados; durante as campanhas, as equipes acom- panham as atividades previstas. É uma atividade pouco visível para quem acompanha apenas a produção de petróleo, mas que faz parte da estrutura de controle de grandes projetos offshore.
empresa italiana, criada original- mente no setor naval, hoje tra- balha com engenharia, inspeção,
testes e certificação em diferentes áreas. No mercado brasileiro de óleo e gás, sua atuação passa por projetos de grande porte do pré-sal, controle de qualidade na fabricação de equipamentos e serviços ligados à operação offshore. Os resultados globais mostram o tama- nho que o grupo alcançou. Em 2025, o RINA superou pela primeira vez a marca de € 1 bilhão em receita: foram € 1,030 bilhão, 11% acima de 2024. O EBITDA ajustado chegou a € 155 milhões, alta de 12,5%, e o lucro líquido foi de € 39,7 milhões, contra € 30,4 milhões no ano anterior. Os dados foram aprovados pela companhia em maio deste ano. A expansão internacional não afastou a empresa de sua origem. Ao contrário. A experiência acumulada em engenha- ria naval continua sendo aplicada em projetos de petróleo e gás, enquanto novas demandas surgem em áreas como combustíveis de baixo carbono, hidrogê- nio e infraestrutura energética.
Ancoragem, lançamento de dutos, conexão de linhas e instalação de equipamentos submarinos dependem de projetos, procedimentos e embarcações avaliados previamente. É nesse trabalho de verificação que o RINA vem mantendo uma atuação relevante no Brasil.
Por Fabiano Reis
Projeto Mero 3
Um dos trabalhos recentes no Brasil foi re- alizado para a Petrobras no projeto Mero 3, no pré-sal da Bacia de Santos. Entre 2023 e 2025, o RINA atuou como Marine
Foto: Divulgação
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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