OFFSHORE
Búzios: controle de qualidade
Nesse tipo de operação, o controle acom- panha o material desde a chegada. A identificação dos tubos e a rastreabilida- de são parte do processo, assim como a inspeção das soldas e dos revestimentos. O objetivo é garantir que o produto uti- lizado na etapa offshore corresponda ao que foi especificado no projeto. A atividade ajuda a explicar por que em- presas de inspeção e certificação ocupam uma posição particular na cadeia de óleo e gás. Elas não produzem o equipamento nem operam o campo. Trabalham na verificação de que aquilo que foi projetado, fabricado e contrata- do corresponde aos requisitos definidos.
A presença do RINA também alcança uma etapa anterior à chegada dos equipa- mentos ao mar. Na Spoolbase da Saipem relacionada aos projetos Búzios 5, Búzios 7 e Lapa, a empresa presta serviços técni- cos de QA/QC. O trabalho inclui inspeção de soldagem, revestimentos, ensaios não destrutivos, controle do recebimento dos tubos e rastreabilidade dos materiais. A equipe também dá suporte às opera- ções onshore e offshore e verifica a con- formidade com normas técnicas, proce- dimentos e especificações dos projetos. Entre os clientes finais citados pelo RINA está a Petrobras.
Foto: Divulgação
balanço de massa e cálculos de emissões de gases de efeito estufa. Foram audita- dos óleo de soja refinado e óleo técnico de milho refinado utilizados no processo de coprocessamento. A certificação é importante porque estabelece as condições para que o SAF produzido pelo processo seja reconhe- cido dentro dos requisitos do CORSIA, sistema da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) voltado à redução e compensação das emissões da aviação internacional. É uma frente diferente daquela encon- trada nos projetos offshore, mas há uma característica em comum: a necessidade de comprovar tecnicamente que uma operação, um processo ou um produto atende a determinados requisitos.
Nova demanda na Reduc
O mesmo tipo de conhecimento técnico começa a aparecer em projetos que não estão diretamente ligados à produção de petróleo. Em outubro de 2025, a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, recebeu a certificação ISCC CORSIA para o coproces- samento de óleos vegetais refinados na produção de combustível sustentável de aviação, o SAF. A auditoria foi realizada pelo RINA. O certificado foi emitido em 14 de outubro de 2025 e tem validade até 13 de outubro de 2026.
O trabalho exigiu a verificação da ori- gem das matérias-primas, rastreabilidade,
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