INDÚSTRIA NAVAL
Transpetro inicia operação com barcaças no Rio de Janeiro neste ano Primeira das 18 embarcações entra na fase final de cons- trução neste mês e o novo modal integra estratégia da Transpetro para ampliar serviços logísticos aos clientes.
Dados técnicos
De acordo com o presidente da Trans- petro, Sérgio Bacci, a barcaça terá como base de operação o Terminal Aquaviário de Ilha d’Água, no Rio de Janeiro, e refor- ça a atuação multimodal da companhia, que já opera 46 terminais, 8,5 mil quilô- metros de dutos e uma frota de 32 navios. De acordo com o presidente da Trans- petro, Sérgio Bacci, a barcaça terá como base de operação o Terminal Aquaviário de Ilha d’Água, no Rio de Janeiro, e refor- ça a atuação multimodal da companhia, que já opera 46 terminais, 8,5 mil quilô- metros de dutos e uma frota de 32 navios. “Esse é mais um serviço logístico que passará a ser oferecido pela Transpetro aos seus clientes. Nossa estratégia é ser cada vez mais multimodal, o que é essen- cial para atender os clientes num país de dimensões continentais como o Brasil. Nós estamos presentes em todas as regiões do país e, sem dúvida, estamos preparados para atender qualquer desa- fio de logística de petróleo, derivados e biocombustíveis”, explica Bacci. Todas as 18 barcaças devem estar em operação até fevereiro de 2028, para atuar em polos estratégicos como Rio de Janei- ro (RJ), Santos (SP), Belém (PA), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). O mercado de barcaças no Brasil movimenta aproxi- madamente 10 milhões de toneladas de petróleo e derivados por ano.
As barcaças, sem propulsão própria, serão movimentadas pelos empurradores, com operação sincronizada a até 6 nós. As unidades terão até 70 metros de com- primento, 16 metros de boca e 4,5 metros de calado, com possibilidade de transpor- tar diferentes combustíveis em tanques dedicados ou segregados. Também pode- rão operar com energia elétrica em terra e utilizar energia solar. Os empurradores, responsáveis pela ma- nobra do conjunto, terão até 18,7 metros de comprimento, 9,2 metros de boca, 3,7 metros de calado e potência de 450 kW, com tração de até 13 toneladas e autono- mia de cinco dias de navegação contínua. As embarcações contam com tecnologias que ampliam a precisão das operações, sobretudo em áreas restritas.
Depois do Rio, a companhia vai fazer o abastecimento de navios com bunker em Santos (SP) e em Belém (PA). O novo mo- dal integra a estratégia da Transpetro para ampliar os serviços logísticos oferecidos aos clientes. Para ingressar no modal de navegação interior (operações em águas protegidas, como rios, lagos, canais, baías e lagoas), a companhia contratou 18 barcaças junto ao Estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, dez com capacidade de 3 mil toneladas de porte bruto (TPB) e oito de 2 mil TPB. Além disso, foram contratados e 18 em- purradores, que estão sendo construídos pelo estaleiro Indústria Naval Catarinense. O investimento total para as aquisições será de aproximadamente R$ 630 milhões.
Sobre a Transpetro
Operando 46 terminais (25 aquaviários e 21 terrestres) cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 32 navios, a Transpetro é a maior subsidiária da Petrobras. A empresa é a maior companhia de logística multi- modal de petróleo, derivados e biocom- bustíveis da América Latina. A Transpetro presta serviços a distribui- doras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A cartei- ra da subsidiária da Petrobras conta com mais de 130 clientes.
Foto: Divulgação
Transpetro dará início à operação com transporte de bunker por barcaças neste ano, no Rio de
Janeiro. A primeira embarcação entra na fase flutuante do processo construtivo até o fim de agosto e a previsão é que seja concluída em outubro.
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