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Um ano de resiliência e avanços no setor energético
Com a transição energética evoluindo em um cenário mais realista, no qual o petróleo e gás terão forte protagonismo, a indústria reafirma seu valor
por Fabiano Reis
A demanda mundial teve um crescimento de 1,3 milhão de barris dia nos dez primeiros meses de 2025, segundo relatório da OPEP, que projeto um aumento um pouco maior para 2026 – quase 1,3 milhões de barris/dia. A alta da demanda é liderada por Estados Unidos, China e Asia (não Pacífico)em 2025, sendo que a projeção é de que a Índia entre nesse ranking em 2026. Produção global em alta
Entre eles o Brasil, que vem registrando uma produção crescente, tendo, no início de 2025, aceitado o convite para atuar como um observador e aliado na chamada Opep+. Criada em 2016, sob a liderança da Rússia, que reúne ainda México, Cazaquistão, Azerbaijão, Bahrein, Brunei, Malásia, Omã, Sudão, Sudão do Sul, Filipinas. Os Estados Unidos consolidaram níveis históricos de produção de gás natural, ao mesmo tempo em que reforçaram sua posição como um dos maiores exportadores mundiais de GNL. A ampliação da capacidade de liquefação e a entrada gradual de novos terminais deram sustentação a fluxos contínuos do gás americano para a Europa e a Ásia, contribuindo para maior estabilidade dos mercados regionais. No petróleo, a produção norte-americana manteve patamares elevados, sustentada por ganhos de eficiência operacional e melhor aproveitamento de campos já em produção. Também se destacam nesse cenário o Canadá, com um crescimento da produção não convencional, impulsionado pela expansão do oleoduto Trans Mountain, que aumenta capacidade de exportação do país. Ou seja, avançou em projetos voltados ao mercado internacional, reforçando a integração energética da América do Norte. O ano de 2025 também confirmou a ascensão de novas fronteiras offshore, com destaque para a Guiana, que manteve ritmo acelerado de crescimento da produção em águas profundas.
Foto: Divulgação
O ano de 2025 será lembrado como um período de forte desempenho operacional da indústria global de petróleo e gás, mesmo em um contexto de preços mais moderados, pressões ambientais crescentes e debates intensos sobre transição energética. A combinação entre recordes de produção, expansão de novas fronteiras exploratórias e consolidação de projetos de longo prazo confirmou o papel estrutural do setor na segurança energética mundial. Ao longo do ano, apesar do avanço das fontes renováveis, o petróleo e o gás natural seguiram como vetores centrais da matriz energética, sustentando crescimento econômico, cadeias industriais e fluxos comerciais globais.
Um dos principais destaques de 2025 foi o avanço da produção global, impulsionado sobretudo por países fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que ampliaram sua participação no mercado. Foto: Divulgação
Revista digital Oil & Gas Brasil
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