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Saipem assina acordo com Petrobras para atividades de descomissionamento no Brasil Empresas buscam estabelecer estrutura de colaboração técnica e operacional.
Como funciona a tecnologia Os nós OD OBN são sensores que captam ondas sísmicas refletidas nos reservatórios de petróleo. Essas informações são processadas em supercomputadores, permitindo o ajuste das taxas de extração e reinjeção de água e gás para estimular a produção dos poços. O diferencial da tecnologia desenvolvida é que os equipamentos poderão operar por até cinco anos no fundo do mar, a uma profundidade de até três mil metros, sendo ativados e desativados remotamente. A extração de dados é feita por meio de co- municação óptica com veículos subaquáticos.
sísmico 4D, com o objetivo de avaliar o desempenho do sistema e seu potencial de apoiar o gerenciamento de reservatórios. “Pela primeira vez, estamos desenvolvendo, no Brasil, a tecnologia que nos permitirá o monitoramento sísmico dos campos do pré-sal. Isso mostra que o investimento em ciência e tecnologia, por meio de parcerias entre empresas e instituições de pesquisa, pode gerar desenvolvimento industrial no país”, afirma Lílian Barreto, gerente executiva do CENPES, o Centro de Pesquisas, Desen- volvimento e Inovação da Petrobras. “É um produto comercial de maior grau tecnológi- co que melhora nossa eficiência operacional offshore, reduzindo riscos operacionais e contribuindo para operações com menor intensidade de emissões”, acrescenta. A Sonardyne contribuiu com tecnologias de comunicação subaquática acústica e óptica, que permitem que os nós sejam controla- dos e que os dados sejam recuperados em ambientes de águas profundas. A empresa também oferece integração de sistemas e expertise em engenharia, além de ser corres- ponsável pela fabricação do sistema piloto do OD OBN no Brasil, juntamente com o SENAI CIMATEC. “Ver o sistema OD OBN implantado com sucesso em Mero é uma forte validação da tecnologia e do trabalho colaborativo de P&D por trás dele”, afirma Shaun Dunn, Diretor de Projetos da Sonardyne. “Estamos ansiosos para avançar para a próxima fase do projeto, que envolve a plena comercialização e a fabricação no Brasil.”
Saipem e a Petrobras assinaram um memorando de entendimen- to (MoU) para iniciar um diálo-
Além disso, a Saipem e a Petrobras trabalharão em conjunto para desenvol- ver e implementar novas tecnologias, metodologias e soluções integradas para esse tipo específico de atividade. A cooperação também incluirá a avaliação de alternativas logísticas e operacionais. Isso engloba o uso de unidades e em- barcações de perfuração, bem como o aprimoramento das práticas existentes para lidar com os principais desafios técnicos e operacionais relacionados às atividades de descomissionamento. O acordo entre as empresas, com dura- ção de um ano, reflete o compromisso mútuo com a inovação, em conformida- de com a legislação aplicável, a conduta ética e o desenvolvimento sustentável do setor de petróleo e gás no Brasil. A Saipem tem estado ocupada com vários projetos, incluindo as ativida- des de construção de um gasoduto submarino no Mar Negro, projetado para transportar gás de uma plataforma de produção offshore romena até a costa, como parte do projeto Neptun Deep .
go técnico com o objetivo de avaliar e, potencialmente, desenvolver soluções integradas para atividades de desco- missionamento no Brasil. O acordo não implica em compromissos vinculativos; portanto, os desdobramentos futuros estarão sujeitos a acordos separados entre as partes. O memorando de entendimento, que define uma estrutura para a colabora- ção técnica e operacional entre as duas empresas, abrange atividades de tam- ponamento e abandono (P&A) para o fechamento permanente e seguro de poços de petróleo e gás, bem como o descomissionamento submarino. A empresa italiana explica que o objetivo é contribuir para a melhoria da eficiência, sustentabilidade e nível de inovação das atividades de desativação de infraestru- turas. A dupla irá colaborar na avaliação de potenciais parcerias com empresas e instituições especializadas em atividades de descomissionamento.
Foto: Divulgação
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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