Revista digital Oil & Gas Brasil Nº 77

OFFSHORE

mentos passaram por um teste de validação da transmissão de dados por comunicação óptica a laser. “A operação de deposição das primeiras 84 unidades OD OBNs do lote piloto é um passo muito importante para o programa e para a comercialização do produto. O sucesso dessa etapa crítica nos orgulha mui- to e reflete a maturidade alcançada ao longo do desenvolvimento. Seguimos avançando para as próximas fases deste projeto desafia- dor.”, afirma Valter Beal, líder de projetos de Inovação no SENAI CIMATEC. “Concluir a primeira fase de implantação dos OD OBNs em Mero é um passo decisi- vo na maturação de uma tecnologia com forte potencial de gerar valor real ao offshore. As próximas etapas – de aquisição sísmica, coleta de dados e interpretação – seguirão nos próximos meses. Em parceria com Petrobras, SENAI CIMATEC e Sonardy- ne, buscamos transformar P&D nacional em decisões de reservatório mais frequentes, precisas e eficientes, fortalecendo um pré- -sal mais competitivo e sustentável”, avalia Manoela Lopes, Diretora de Tecnologia e Inovação da Shell Brasil. As fases de aquisição sísmica e coleta de dados concluem a qualificação do OD OBN. A aquisição consistirá em um levantamento sísmico sobre a área monitorada, e a coleta abrangerá a recuperação dos dados regis- trados por comunicação óptica. O proces- samento e a interpretação dos dados segui- rão o fluxo habitual de um levantamento

campo de Mero – localizado no pré-sal da Bacia de Santos e ope- rado pelo consórcio formado pela

Petrobras (38,6%), Shell Brasil (19,3%), TotalE- nergies (19,3%), CNPC (9,65%), CNOOC (9,65%) e PPSA (3,5%) – contará com uma tecnologia inédita para a aquisição de sísmica 4D. A primeira fase de qualificação do sistema de nós sísmicos submarinos sob demanda (OD OBN, na sigla em inglês) foi concluí- da, com a implantação de 84 unidades no leito marinho a aproximadamente dois mil metros de profundidade. Este é um projeto com recursos da Shell Brasil e do CENPES, da Petrobras, advindos da cláusula de PD&I da ANP, e com execução do SENAI CIMATEC e da Sonardyne. A tecnologia foi desenvolvida para apoiar o gerenciamento de reservatórios de petró- leo, oferecendo uma nova alternativa para a aquisição de sísmica 4D — técnica utilizada para acompanhar o comportamento dos fluidos dentro do reservatório. Esse tipo de informação permite aprimorar a tomada de decisões sobre produção e injeção de fluidos, contribuindo para operações mais eficientes. A qualificação marca um novo passo após oito anos de desenvolvimento da tecnologia, que incluíram etapas de projeto conceitual, fabricação de protótipos, testes em labora- tório e mais de dois mil dias de testes em águas profundas. A implantação permitiu validar a logística do sistema de instalação e, durante a operação, alguns dos equipa-

Foto: Divulgação

Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tecnologia inédita para monitoramento sísmico Shell Brasil, Petrobras, SENAI CIMATEC e Sonardyne concluem primeira fase de qualificação de sistema de nós sísmicos submarinos OD OBN com marco relevante.

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