INDÚSTRIA NAVAL
Wilson Sons planeja expansão do Tecon Rio Grande para atender navios maiores e mercado do Cone Sul Com aporte de mais de R$ 1,1 bilhão, investi- mento em infraestrutura portuária, até 2030, vai ampliar cais e, durante as obras, gerar cerca de 5 mil empregos
Wilson Sons, operador de logísti- ca portuária e marítima, com mais de 188 anos de atuação, prevê a
Cone Sul (Argentina, Uruguai e Paraguai), operando os navios de maior porte que atra- cam na costa brasileira. “A ampliação responde diretamente à neces- sidade de garantir o escoamento da produ- ção de exportadores gaúchos e do Cone Sul, além de atender a importadores, que de- pendem da eficiência do porto para manter a competitividade do Rio Grande do Sul no mercado nacional e internacional. Se esses investimentos fossem postergados, haveria risco de restrições operacionais relevantes, como filas de navios, omissões de escala e desvio de cargas para outros portos, com impacto direto sobre o custo logístico do Estado”, afirma Paulo Bertinetti, diretor-presi- dente do Tecon Rio Grande.
expansão do Tecon Rio Grande (RS) por meio de um investimento superior a R$ 1,1 bilhão em infraestrutura portuária até 2030. A iniciativa tem como objetivo ampliar a ca- pacidade operacional do terminal e atender à crescente demanda de logística do Rio Grande do Sul e do Cone Sul, reforçando a competitividade regional e a infraestrutura da economia brasileira. A necessidade de ampliação acompanha um movimento já em curso, impulsionado pelo crescimento da produção dos exportadores e pelo aumento do transbordo de contêine- res provenientes de países como Uruguai, Argentina e Paraguai. Nesse contexto, os investimentos tornam-se essenciais para evitar gargalos logísticos e garantir a con- tinuidade da alta performance operacional do terminal e atendimento a navios cada vez maiores. Entre as principais iniciativas está a am- pliação do cais, que passará dos atuais 900 metros para 1.200 metros. A expansão permitirá a operação simultânea de até três navios de grande porte, especialmente da classe New Panamax, com 366 metros de comprimento e predominantes nas rotas in- ternacionais.
Eficiência logística e geração de empregos
O projeto inclui ainda a ampliação da re- troárea, a pavimentação de mais de 180 mil metros quadrados e a aquisição de novos equipamentos, como três guindastes de cais (STS), 14 guindastes de pátio (RTGs) e 26 tra- tores. Todos são elétricos, com automação embarcada e operação remota, além de sis- temas de telemetria de última geração para monitoramento dos ativos. O investimento também deve impulsionar o desenvolvimento socioeconômico da re- gião, com a geração estimada de cerca de 220 empregos diretos, além de 500 durante as obras e mais de 5 mil postos indiretos ao longo da cadeia logística.
O objetivo é assegurar a manutenção do porto como hub de cargas na região do
Foto: Divulgação
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REVISTA DIGITAL OIL&GAS BRASIL
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